Tutora no Lab Música, Léa Freire discorre sobre “Composição e arranjo na música instrumental brasileira” na UECE

A aula aberta acontece no auditório da Uece, no dia 16 de outubro, às 10h

É senso comum a alta consistência técnica e criativa da música instrumental brasileira. No entanto, ainda são raros os nomes femininos nessa área. Léa Freire é pioneira e desbravadora. Compositora, arranjadora, flautista, proprietária do selo Maritaca (especializado em sons instrumentais), construiu uma vasta trajetória. Tutora do projeto Peripécias Transversais, da Orquestra Transversal – que integra a edição deste ano do Lab Música do Porto Iracema das Artes – Léa dará uma aula aberta no dia 16/10, na UECE, acessível a todas as pessoas interessadas no tema “composição e arranjo”.

Será um ótimo momento para o público conversar com a compositora, que incentiva também o uso da improvisação em suas tutorias para a Orquestra Transversal, além de descobrir os caminhos que a levam a desenvolver uma carreira prolífica numa área em que as mulheres almejam obter cada vez maior participação.

O Porto Iracema vem estreitando cada vez mais as parcerias com instituições de formação, como UECE e UFC, sempre buscando fortalecer encontros e incentivar os processos criativos na cena artística cearense. O acesso é gratuito.

Sobre Léa Freire

Compositora versátil e uma das mais respeitadas instrumentistas brasileiras, Léa Freire cresceu cercada pela música. Em seus estudos de piano, começou a ouvir desde cedo eruditos brasileiros como Camargo Guarnieri, Radamés Gnattali e Villa-Lobos, ao lado de Bach, Debussy e outros compositores estrangeiros. Posteriormente, adotou a flauta como instrumento. Cantou 15 anos em coral, ao mesmo tempo em que se interessava pelo jazz. Suas explorações levaram-na ainda à bossa nova, ao choro e vários outros ritmos nacionais.

Tornou-se flautista improvisadora e celebrada compositora – suas parcerias com Joyce Moreno foram lançadas no Brasil, Japão, Alemanha e Inglaterra. Lançou o primeiro disco, ‘Ninhal’, em 1997, quando também inaugurou a gravadora Maritaca. Vários outros discos vieram na sequência, entre eles ‘Cartas Brasileiras’ (2007), que se tornou panorama da música instrumental paulista contemporânea, envolvendo mais de 60 músicos em diversas formações.

Há 22 anos Léa Freire mantém a gravadora Maritaca, dedicada a promover o rico cenário instrumental brasileiro, com cerca de 60 álbuns lançados no catálogo. Seu mais recente trabalho é o disco ‘A Mil Tons’, lançado em parceria com Amilton Godoy, com composições do celebrado pianista executadas em duo com a flautista. Além de Amilton, Léa tem parcerias com Arismar do Espírito, Filó Machado e com músicos estrangeiros como Harvey Wainapel e Jane Lenoir.

Sobre a Escola

O Porto Iracema das Artes é uma instituição da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, sob gestão do Instituto Dragão do Mar (IDM). Criada em 29 de agosto de 2013, há seis anos desenvolve processos formativos nas áreas de Música, Dança, Artes Visuais, Cinema e Teatro, com a oferta de Cursos Básicos e Técnicos, além de Laboratórios de Criação. Todas as ações oferecidas são gratuitas.

Serviço
O quê: Tutora do Lab Música, Léa Freire ministra aula aberta “Composição e arranjo na música instrumental brasileira”
Quando: Quarta-feira, 16 de outubro, às 10h
Onde: Auditório do curso de Música da Uece (Av. Dr. Silas Munguba, 1700 – Itaperi)
GRATUITO

Assessoria de Comunicação Porto Iracema das Artes | Glauber Sobral
Publicado em: 09/10/2019