Semana Para Ver o Mar promove diálogos entre vários campos de atuação na fotografia

Articulada pelo Programa de Fotopoéticas, as atividades acontecem de 20 a 24 de maio, no Porto Iracema das Artes

Com o objetivo de promover o diálogo entre profissionais e artistas de vários campos de atuação na fotografia e os alunos do Percurso de Fotografia Básica do Porto Iracema das Artes, o Programa de Fotopoéticas realiza a semana PARA VER O MAR – Fotografia e áreas de atuação. De 20 a 24 de maio, passarão pelo Auditório da Escola coletivos artísticos, fotojornalistas, fotógrafos de moda, artistas que experimentam a fotografia em diálogo com outras linguagens e ex-alunos do Porto, que compartilharão experiências das suas trajetórias artísticas e profissionais.

As conversas serão mediadas por Marília Oliveira e Thaís Mesquita, professoras do Percurso de Fotografia, Iana Soares, coordenadora do Programa de Fotopoéticas, Natália Escóssia, coordenadora de Estágios e Parcerias, e Yan Belém, assistente do Programa de Fotopoéticas. A atividade é gratuita e aberta ao público em geral.

Confira, abaixo, as temáticas a serem abordadas e os convidados para cada dia.

  • Segunda-feira, 20 de maio, às 9h – Coletivos artísticos

Mulheres da imagem – Com Marcela Elias e Alessandra Krueger

Alessandra Krueger
Marcela Elias

O coletivo Mulheres da Imagem CE surgiu a partir de uma convocatória para mulheres fotógrafas, videomakers, artistas visuais, produtoras, mulheres que trabalham com imagem. Em agosto de 2017 ocorreu o primeiro encontro, no Passeio Público, que reuniu cerca de 40 mulheres. Foi um momento ímpar, em que todas se apresentaram e fizeram relatos de preconceito com a mulher na fotografia. O coletivo se formou oficialmente e começou a dar os primeiros passos.

A partir daí muita coisa aconteceu. Um ano se passou e conseguimos algumas conquistas, como passar na convocatória das Fotógrafas Brasileiras com o trabalho Travessias. O coletivo foi convidado a participar de uma exposição dentro do Festival Encontros de Agosto de 2017 e ficou em cartaz na Galeria Imagem Brasil com a exposição Poéticas e Resistências, que seguiu para Quixeramobim para o Qxas- Festival de Fotografia do Sertão Central.

Expomos também no Cena Casarão em março de 2018 e no mini-auditório do Museu da Cultura Cearense, onde participamos de uma roda de conversa no dia da mulher com artistas de outras áreas. Além destas exposições, rodas de conversa, eventos, temos um GT de Formação, que busca organizar workshops trazendo mais conhecimento, através de parcerias com fotógrafas mais experientes.

Na festa de um ano do coletivo, realizada no Porto Iracema das artes, exibimos um documentário produzido por nós contando toda a trajetória do grupo. O coletivo é aberto a todas as mulheres da imagem que desejem contribuir, compartilhar conhecimentos, ideias e fortalecer a cena feminina na fotografia, que tem como base a sororidade.

Dois Vetim


O Coletivo DoisVetim, composto por Karine Araújo e Júnior Cavalcante, surge com o intuito de colocar as periferias de Fortaleza, assim como a arte e a cultura desses locais, em temas centrais na discussão da fotografia. Proporcionando e participando de oficinas como, por exemplo, câmera escura artesanal em alguns bairros da periferia de Fortaleza, exposições, como no espaço OcupaPerifa no Maloca Dragão de 2018 e no Festival de Fotografia do Sertão Central (QXAS) também de 2018 e buscando discutir as questões envolvidas no fazer imagem em mesas, rodas de conversa e encontros, o coletivo tem como foco colocar as cores, energias e potências da favela como tema central em imagens.

Terroristas del Amor


Terroristas del Amor é um coletivo formado pelas artistas fortalezenses Dhiovana Barroso e Marissa Noana. O coletivo teve início em 2018 e atua com diversas linguagens, entre elas ilustrações, bordados, animações, fotografias, quadrinhos e outras experimentações no campo das artes visuais. Suas obras são, em grande maioria, autobiográficas, e falam sobre os seus corpos e vivências nos espaços da cidade.

  •  Terça-feira, 21 de maio, às 9h – Fotografias e outras linguagens

Clara Capelo


Começou a fotografar com uma câmera compacta, fazendo autoretratos. A descoberta das outras possibilidades técnicas geradas pela fotografia analógica, o fascínio em poder dosar as capturas de luz, bem como escolher a profundidade de campo com mais autonomia e precisão a fizeram optar por aprender a operar uma Nikon F3, herdada de seu pai. Iniciou o curso de Fotografia Analógica da Casa Amarela (Universidade Federal do Ceará) e passou a se dedicar a fotografar espetáculos de teatro e música, além do cotidiano urbano e íntimo. Em 2010, a fim de experimentar os processos digitais da fotografia, se mudou para São Paulo onde teve a oportunidade de trabalhar como assistente fotográfica no Instituto Internacional de Fotografia, sendo convidada em 2011 pelo diretor do Instituto, Danilo Russo, a coordenar os cursos do IIF. No mesmo ano, ingressou no Curso Técnico de Processos Fotográficos no SENAC, mas foi a partir do curso “Luz Marginal Procura Corpo Vago”, do fotógrafo Gal Oppido, que pôde vislumbrar o que queria fotografar: o onírico. São inquietações a partir das possibilidades dos sonhos que movem os ensaios fotográficos que realiza desde 2014. Em 2015, já em Fortaleza, participou do 66o Salão de Abril, com o ensaio “La Mala Leche” e da XVIII Unifor Plástica, com o ensaio “Sustenida”. Em 2016, ingressou na Escola Pública de Audiovisual da Vila das Artes, no Curso de Realização em Audiovisual. Desde então vem trabalhando também com realização, roteiro, fotografia e produção dentro do audiovisual, como também com a criação de websites. Em 2018, participou da exposição Mulher Vírgula (Centro Cultural Dragão do Mar) com o ensaio “O que restava quando olhei pro abismo”. Ainda em 2018, a ministrar aulas de fotografia na escola Porto Iracema das Artes, no Percurso Formativo de Fotografia e no processo imersivo “Preamar”. Ministrou um curso de fotografia para artesãos de quatro aldeias indígenas Tapeba. Ainda em 2018, estreou, junto a artista Ana Francelino, a “Produtora Solta”, produtora de fotografia e audiovisual, firmando trabalhos com o Colaboratório de Artes Circenses, Bienal Internacional de Dança do Ceará e Colégio Sapiens. Passou a trabalhar com a criação de videoclipes, tanto na fotografia quanto na produção e direção, de artistas como Ilya, Daniel Medina, Missjane e Igor Caracas. Em dezembro de 2018, finalizou o ensaio “Descompassada no de dentro da outra”, ensaio elaborado ao longo do segundo semestre. Em janeiro de 2019, o filme “Espavento”, realizado pela Produtora Solta e direção de Ana Francelino, foi selecionado para a 22a Mostra de Cinema de Tiradentes.

Maíra Ortins


Maíra Ortins, cidade do Recife, 7 de outubro de 1980. Possui Graduação em Letras – pela Universidade Federal do Ceará (2006). De 1995 a 1998, estudou desenho, pintura e escultura em argila pela Escola de Arte do Recife. De 2005 a 2008 foi diretora da Galeria Antonio Bandeira. Entre 2008 a 2012 foi Coordenadora de Artes Visuais da Secultfor – Secretaria de Cultura de Fortaleza. Participou de vários salões e exposições coletivas e individuais pelo Brasil e exterior.

  • Quarta-feira, 22 de maio, às 9h – Fotojornalismo

Mateus Dantas


Natural de Fortaleza, Mateus Dantas começou a fotografar profissionalmente em 2014 em coberturas de eventos sociais. Descobriu na fotografia um novo jeito de se relacionar com o mundo, e logo migrou para o fotojornalismo. Atualmente trabalha como repórter fotográfico do jornal O POVO. Já fotografou final de campeonatos de futebol, eleições municipais e nacionais, os mais variados retratos e reportagens especiais. Em 2018 ganhou os prêmios CDL de Jornalismo e ABEAR de Comunicação. Em 2015 ficou em primeiro lugar no Concurso Cultural da Travessa da Imagem.

Fernanda Siebra


Graduada em Comunicação Social – Jornalismo pela UNIFOR, atuou como fotojornalista e realizadora de conteúdos audiovisuais no Sistema Verdes Mares, onde ocupou o cargo de editora do Núcleo de Audiovisual do SVM. Em paralelo à atuação profissional como fotógrafa, coordenou as edições de 2015, 2016 e 2017 do encontro No Olho da Rua, que acontece durante as comemorações do dia mundial da fotografia. Participou da exposição coletiva Miragem, do Festival Solar. O interesse pelas narrativas com imagens levaram ainda à produção de um curta-metragem, “Severina”; e de ensaios para reportagens especiais, como “SOUNÓS”, e “Juventude Presente” (premiado pelo 4o Prêmio Prefeitura de Fortaleza de Jornalismo), ambos publicados no Diário do Nordeste. Atualmente desenvolve um trabalho de caráter documental sobre as Romarias do Juazeiro do Norte.

  • Quinta-feira, 23 de maio, às 19h – Navegadores do Porto – Ex-alunos da Escola Porto Iracema das Artes

Caroline Sousa


Fotógrafa cearense. Trabalha, trabalho com temas sobre a mulher negra, lésbica, com borderline, que são seus momentos de fala, são seus temas no dia a dia. Fez diversos cursos na área da fotografia, tanto no Porto Iracema das Artes como na Escola Vila das Artes. Trabalha atualmente em festas como Viva La Vulva e Crioula, festas essas voltadas uma para o público feminino como meio de se empoderar como mulher e a outra para o público preto da cidade. Não tenta delimitar sua fotografia, mas o que a move é fazer o que gosta com paixão e na busca de levar sua fala, seu grito, pra que várias pessoas possam escutar e se identificar.

Matheus Dias


Matheus Dias, 24, fotógrafo, filmmaker, designer e estudante de arquitetura e urbanismo. O jovem encontrou na fotografia e no vídeo a possibilidade de reinventar a realidade por meio de fotocolagens e intervenções digitais. Além de atuar no campo da fotografia de moda, pesquisa e desenvolve projetos com temáticas relacionadas à negritude, LGBTQ+ e seu corpo gordo. Em 2018 teve fotografias integrantes as exposições dos festivais Nóia, Solar, Verbo Ver e Curta o Gênero.

Luiz Alves


Iniciou seus estudos com a fotografia em 2013, dentro do percurso de fotografia do Porto Iracema das Artes, tendo sido aluno da segunda turma de fotografia. Naturalmente foi sendo direcionado a cobertura de espetáculos e festivais, atuando desde o início em coberturas de eventos como Mostra Petrúcio Maia, Feira da Música, Manifesta, Viva o Centro, Domingo na Praça, Backstage do Dragão Fashion, carnaval na domingos Olímpio, Bienal de Dança e Maloca Dragão. Desde 2015 exerce a função de fotógrafo no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

  • Sexta-feira, 24 de maio, às 9h – Corpos e intimidades

Dayane Araújo


Nordestina, vive em Fortaleza, fotógrafa com formação na Escola Porto Iracema das Artes (2017-2018) em fotografia e narrativas fotopoéticas. Estudou Design de Interiores na Faculdade Integrada do Ceará (Estácio FIC). Desenvolve pesquisa acerca da memória afetiva e intenção fotográfica, do processo de edição como autoanálise e catalogação imagética através do projeto “Conto a inquietação de cada gota que me percorre como infiltração”, a partir de acervo próprio produzido em dezoito anos. A pesquisa é contaminada pelo interesse por dissidências psicológicas, vulnerabilidades da mente, pelo corpo e espaço em seus interstícios, sendo passagem e paisagem.

Louise Felix


Louise Felix, 1991. Fortaleza, Ceará. Artista, professora e pesquisadora (quase) graduada pelo Curso de Licenciatura em Artes Visuais no IFCE. Desenvolve processos poéticos e sensíveis a partir de sua relação com o próprio corpo, de um olhar atento voltado para si, suas memórias e questões, colocando-se como o fulcro da obra de arte.

Serviço
O quê: Semana Para Ver o Mar – Fotografia e áreas de atuação
Quando: Dias 20, 21, 22 e 24 de maio, às 9h, e dia 23 de maio, às 19h
Onde: Auditório do Porto Iracema das Artes (Rua Dragão do Mar, nº 160 – Praia de Iracema)
GRATUITO

Assessoria de Comunicação do Porto Iracema das Artes | Lucas Casemiro

Publicado em 17/05/2019