Quatro dos principais grupos de teatro do Ceará se apresentam na 6ª Mostra de Artes do Porto Iracema

Grupos Pavilhão da Magnólia, Manada de Teatro, Teatro de Caretas e Bagaceira trazem espetáculos que trabalham temas como a seca, histórias anônimas, ativismo feminino e o futuro depois do fim

A Mostra de Artes do Porto Iracema, ou simplesmente MOPI, é um dos principais acontecimentos anuais da Escola. É o evento que marca o encerramento das atividades letivas do Porto e, também, o a apresentação dos resultados do que foi desenvolvido ao longo do ano. Dentro da programação está a MOPI Teatro. Este ano, temos os espetáculos dos quatro projetos desenvolvidos no Laboratório de Teatro pelos Grupos Teatro de Caretas, Pavilhão da Magnólia, Manada de Teatro e Bagaceira, além de três peças curtas produzidas pelos alunos do Curso Básico de Artes Cênicas. Apresentações acontecerão em diversos espaços nos dias 11, 18 e 19, e são abertas ao público.

Para o coordenador do Lab Teatro, Andrei Bessa, as questões abordadas pelos projetos cumprem papéis distintos. “São tantas questões que se atualizam, não só pelo sentido político, mas (também) pelos desenhos sociais, que naturalmente modificam a arte e o nosso fazer como artista”, afirma. “Como coordenador, acompanhar de perto esse movimento num ano como 2018 é muito importante”, diz ele.

Os temas dramaturgia feminina e ativismo em cena são o que dão luz à pesquisa teatral que resultou no espetáculo “Boca Amordaçada”, orientado pela atriz e diretora peruana Ana Correa, que abre a MOPI Teatro na próxima terça-feira, 11. Com o objetivo de integrar elementos que transpassam atuação, dramaturgia e espaço urbano para composições cênicas, o Grupo Teatro de Caretas traz ao público performances e cenas teatrais destacando a arte pública, o ativismo, comunidades temporárias, o feminismo, a política e a teatralidade. A apresentação será no hall do Museu da Cultura Cearense, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, às 17h.

Também no dia 11, no Porto Dragão, é a vez do Grupo Manada de Teatro desbravar o Ceará com o espetáculo “Expresso Sonho Azul”. Às 19h, o público é convidado a vivenciar um jogo lúdico e cruel onde os intérpretes (vagões) se cruzam com as personagens, montando um mosaico de possíveis vidas. A ideia é recontar fiapos de acontecimentos e histórias anônimas em torno da linha do trem. O projeto recebeu tutoria de Geogertte Fadel.

Na semana seguinte, no dia 18, o Pavilhão da Magnólia parte da obra clássica “O Quinze”, da escritora Rachel de Queiroz, para tratar da fragilidade humana e da força poética do sertão no espetáculo “Dramaturgias da Água e da Seca”. A tutoria do projeto ficou por conta de Miguel Velhinho e o palco para o grupo será a sede do próprio grupo, na Casa Absurda. A apresentação inicia também às 19h.

E no dia 19, o Grupo Bagaceira, motivado pela possibilidade de o coletivo acabar, após 18 anos de atuação, leva ao público uma discussão sobre a resinificação do fim com a peça “Inventário para poéticas futuras”. O grupo abordará a ideia da morte no palco, ao mesmo tempo em que estabelece um paralelo com o caos político do país, renovando a energia criativa e a existência do grupo. O projeto teve a tutoria de Alexandre Dal Farra. O local da apresentação que inicia às 19h será a Casa da Esquina, sede do Bagaceira.

PREAMAR DE ARTES CÊNICAS
Os alunos do Curso Básico de Artes Cênicas não ficarão de fora. Durante o segundo semestre de 2018, dentro do Programa Preamar, eles produziram três peças curtas, de aproximadamente 30 minutos cada. “A Mamãe Aqui”, “Matriarca Encarcerada” e “Mar Lúcia” trazem a mãe como figura central, em consonância com o tema “Poéticas do Feminino”, que norteou os trabalhos do Porto durante todo o ano. Os três trabalhos serão apresentados na mesma noite, no dia 19, a partir das 19h, no Teatro Dragão do Mar, encerrando a MOPI Teatro.

A Mamãe Aqui conta a história da feirante Tiaga que sonha ser prefeita de Capistrina para poder usar o carro oficial. Já Matriarca Encarcerada trata de uma mãe acusada de matar o próprio filho. E Mar Lúcia, por sua vez, retrata uma família humilde composta por uma mãe que cria sozinha três filhos em idades escolares.

SERVIÇO
MOPI TEATRO

O que: “Boca Amordaçada”, com Grupo Teatro de Caretas
Quando: Terça-feira, 11 de dezembro, às 17h
Onde: Hall do Museu da Cultura Cearense (R. Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema)
GRATUITO

O que: “Expresso Sonho Azul”, com Grupo Manada Teatro
Quando: Terça-feira, 11 de dezembro, às 19h
Onde: Porto Dragão (R. Boris, 90 – Praia de Iracema)
GRATUITO

O que: “Dramaturgias da Água e da Seca”, com Grupo Pavilhão da Magnólia
Quando: Terça-feira, 18 de dezembro, às 19h
Onde: Casa Absurda (R. Isac Meyer, n 108 – Aldeota)
GRATUITO

O que: “Inventário para poéticas futuras”, com Grupo Bagaceira
Quando: Quarta-feira, 19 de dezembro, às 19h
Onde: Casa da Esquina (R. João Lobo Filho, 62 – Bairro de Fátima)
GRATUITO

O que: Preamar de Artes Cênicas – Estreia de “A Mamãe Aqui”, “Maternidade Encarcerada” e “Mar Lúcia”
Quando: Quarta-feira, 19 de dezembro, às 19h
Onde: Teatro Dragão do Mar (R. Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema)
GRATUITO

Assessoria de Comunicação Porto Iracema das Artes | Myke Guilherme
Publicado em: 05/12/2018