Porto Iracema lança Criadores em Cena 2017 com projeto “Estação Utópica: O Caminho da Imagem Sonora”

A escola Porto Iracema das Artes, em comemoração ao seu aniversário de quatro anos, lança o programa “Criadores em Cena 2017”, que tem a artista visual Waléria Américo no comando do projeto “Estação Utópica: O Caminho da Imagem Sonora”. O programa destina-se a artistas de qualquer linguagem com interesse na criação a partir da discussão sobre arte e resistência no mundo contemporâneo.

“Estação Utópica” surgiu com o objetivo de ser um espaço de trocas artísticas, com diálogo transversal e sem fronteira de linguagem, criado para pensar o que os artistas podem fazer juntos, além de outras formas de trabalho colaborativo. Os encontros abertos compõem-se de situações performativas em que os desdobramentos seguem para uma plataforma virtual, tendo a utopia como impulso para refletir a resistência da arte na atual configuração do mundo. O processo funciona desde a experimentação das proposições à produção de imagens e objetos livres.

Com carga-horária de 60h/aula, os encontros acontecem de 15 de agosto a 21 de setembro, sempre das 18h às 21h, de terça à quinta-feira.

Criadores em Cena
O projeto Criadores em Cena tem como objetivo a troca de experiências entre alunos e artistas experientes das áreas de artes cênicas, audiovisual e artes visuais. Os artistas, além de refletir, desenvolverão, em suas respectivas áreas propostas, estéticas de reconhecida potência criativa.

Waléria Américo
Waléria Américo nasceu em Fortaleza (CE) no ano de 1979. É mestre em Arte Multimedia – Performance & Instalação pela Universidade de Lisboa e graduada em Artes Visuais pela Faculdade da Grande Fortaleza, com especialização em Audiovisual e Mídias Eletrônicas pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Como artista visual, trabalha entre o vídeo, a fotografia, a instalação e a performance, pesquisando e experimentando as relações de corporificação, trajetividade e co-presença entre singularidade, entorno, habitação e deslocamento.

Sua trajetória artística se desdobra, de modo não-linear, numa constante atenção às reciprocidades entre corpo e lugar, que vem se traduzindo numa série de performances site-specific e performances-para-a-imagem, materializadas ora em objetos e instalações, ora em fotografia e vídeo. Adicionalmente, uma atenção ao Outro a tem levado a considerar o aspecto colaborativo implicado no trabalho artístico, através de proposições nas quais a materialidade da conversa e da convivência é explorada em imagens-paisagem que se constroem como convites ao atravessamento e à habitação.