Porto Iracema das Artes anuncia projetos premiados em 6ª edição do pitching de roteiros

Além do vencedor do prêmio do Instituto Olga Rabinovich, o projeto “Campo Amor Rocha”, “Noite ao relento” e “Marina ou enquanto dançávamos” receberão o Prêmio Porto Iracema das Artes / Instituto Dragão do Mar

Compondo a programação da Mostra de Artes do Porto Iracema (MOPI 6), a 6ª edição do pitching de roteiros aconteceu na manhã do último sábado, dia 15 de dezembro, no Cinema do Dragão. Neste ano, os seis projetos que participaram do Laboratório de Cinema concorreram, além dos tradicionais Prêmio Porto Iracema das Artes/Instituto Dragão do Mar e Prêmio do Público, ao Prêmio Instituto Olga Rabinovich. Os roteiristas Yuri Peixoto e Thaís Forte, do projeto “Campo Amor Rocha”, receberão incentivo de R$ 30 mil para desenvolvimento do roteiro em 2019.

Já o Prêmio Porto Iracema das Artes/Instituto Dragão do Mar agraciou os projetos “Marina ou Enquanto Dançávamos”, de Laís Araújo, e “Noite ao Relento”, de Natália Maia e Camila Chaves. As roteiristas ganharam uma viagem com passagem e hospedagem pagas para o FRAPA – Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre, previsto para julho de 2019.

O júri do pitching, composto pela atriz e produtora Alice Braga; pelo produtor Fred Burle, da produtora alemã One Two Films; pela diretora do Festival do Rio, Ilda Santiago; pelo sócio proprietário da Gullane Entretenimento, Fabiano Gullane; por Jerome Merle, da Fox Brasil; e pelo produtor independente Max Eluard, avaliou que o roteiro “Marina ou Enquanto Dançávamos” se destacou “pela forma original com que trata de um tema que expõe as contradições e mazelas do Brasil contemporâneo e, ao mesmo tempo, revela os desafios da adolescência.” Quanto ao projeto “Noite ao Relento”, o júri reconhece “a coragem de contar uma história controversa, tão comum na história do Brasil”. Para o júri, a narrativa tem grande força por possuir “um alcance universal sem abrir mão de seu caráter regional.”

Além dessa premiação, a diretora do Festival do Rio, Ilda Santiago, uma das juradas desta edição do pitching, resolveu conceder às roteiristas uma credencial plena para o evento na capital carioca, dando acesso a todos os filmes, ao mercado e à première. Por fim, os projetos “Noite ao Relento” e “Campo Amor Rocha” receberam o Prêmio do Público, conquistando um ano de entrada gratuita no Cinema do Dragão durante 2019.

Prêmio Instituto Olga Rabinovich

Com o Prêmio Instituto Olga Rabinovich, concedido ao projeto “Campo Amor Rocha”, os roteiristas terão apoio para dar continuidade ao desenvolvimento do projeto. O júri do Prêmio, formado por Camila Agustini, Karim Aïnouz, Murilo Hauser e Sérgio Machado, reconheceu que os projetos dos filmes “traduzem a riqueza e potência criativa do Nordeste”. Em nota, eles dizem acreditar que “Campo Amor Rocha” pode vir a ser um grande filme e de extremo apelo popular, escolhido “pela demonstração de uma ótima técnica narrativa ao contar um tocante conflito de apelo universal, com personagens cativantes e contraditórios cujas angústias reverberam hoje numa conjuntura nacional onde há pouco espaço para a esperança e os sonhos.”

O Instituto também concedeu menção honrosa ao projeto “O Ovo do Rei Caranguejo”, de Mozart Freire e Abdiel Anselmo, que ganharão um mês de bolsa no valor de R$ 5 mil do Instituto. Os dois projetos têm em comum histórias de amor e coragem. Para o júri do Prêmio, projeto de roteiro de filme foi escolhido “não só por acreditar no potencial artístico deste projeto mas, sobretudo, por entender que mais do que nunca é preciso defender o cinema como espaço de atrevimento e invenção.”

Confira a íntegra da nota do júri relativo ao Prêmio Instituto Olga Rabinovich:

O Laboratório de Cinema do Centro de Narrativas Audiovisuais da Escola Porto Iracema das Artes finaliza mais uma etapa de formação e desenvolvimento de projetos de filmes que traduzem a riqueza e potência criativa do Nordeste. Num Brasil hoje violentado pela ascensão de uma extrema direita fascista, fortalecer o cinema como ferramenta de reflexão crítica e resistência torna-se cada vez mais urgente e necessário.

Depois de 6 anos o laboratório inicia nesta edição uma importante parceria com o Instituto Olga Rabinovich por meio do suporte à continuidade do desenvolvimento de um dos projetos escritos em 2018.

Após reconhecer o alto nível dos roteiros apresentados e a necessidade de defender intransigentemente a diversidade e a liberdade da produção audiovisual nacional, o júri formado por Camila Agustini, Karim Aïnouz, Murilo Hauser e Sérgio Machado, decidiu outorgar uma menção honrosa e um prêmio a dois projetos que, juntos, reforçam a pluralidade de olhares e vozes que devem estar sempre presentes no cinema brasileiro. Em comum, os dois contam histórias de amor e coragem.

Pela abordagem original ao narrar uma história de amor proibida, combinando uma questão social relevante – a disputa de terras no Brasil – a elementos do gênero fantástico que exploram a riqueza da biodiversidade local, o júri decide conceder uma menção honrosa ao roteiro de “O Ovo do Rei Caranguejo”, de Mozart Freire e Abdiel Anselmo, não só por acreditar no potencial artístico deste projeto mas, sobretudo, por entender que mais do que nunca é preciso defender o cinema como espaço de atrevimento e invenção.

Pela demonstração de uma ótima técnica narrativa ao contar um tocante conflito de apelo universal, com personagens cativantes e contraditórios cujas angústias reverberam hoje numa conjuntura nacional onde há pouco espaço para a esperança e os sonhos, o júri decide apoiar, com o Prêmio do Instituto Olga Rabinovich, a continuidade do desenvolvimento de “Campo Amor Rocha”, de Yuri Peixoto e Thaís Forte, por acreditar que este pode vir a ser um grande filme e de extremo apelo popular.

 

 

Assessoria de Comunicação Porto Iracema das Artes | Lucas Casemiro

Publicado em: 20/12/2018