Laboratório de Dança

O Laboratório de Dança tem como objetivo fomentar o desenvolvimento de processos de pesquisa coreográfica e criação em dança que, em seu campo expandido, podem integrar poéticas do corpo e suportes diversos. O Laboratório desenvolverá a produção de obras a serem apresentadas em sua condição processual e que possam integrar o circuito profissional da dança.

Paulo Caldas -106_ppPaulo Caldas
Formado em Dança Contemporânea na Escola Angel Vianna (RJ) e em Filosofia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, o diretor e coreógrafo Paulo Caldas tem sua produção artística marcada pela aproximação entre dança e audiovisual. Desde os anos 1990, sua companhia Staccato, do Rio de Janeiro, tem merecido diversos prêmios e distinções nacionais e internacionais. Seus espetáculos já foram apresentados em diversas cidades no Brasil, e também nos EUA, Japão, Itália, Alemanha e França. Ministra regularmente oficinas de dança pelo Brasil e já foi professor e coreógrafo convidado em importantes companhias nacionais. É diretor artístico do dança em foco – Festival Internacional de Vídeo & Dança (criado em 2003) e do PODfest – Festival de Poéticas Digitais (criado em 2014). Entre outras publicações, organizou livros pioneiros no Brasil acerca da videodança. É doutorando em Educação e professor dos cursos de Dança da Universidade Federal do Ceará. Atualmente, através de convênio com a UFC, é coordenador do Programa de Dança do Porto Iracema das Artes — Escola de Formação e Criação (Instituto de Arte e Cultura do Ceará / Dragão do Mar).

// 2016

A Dança nossa de cada dia | ou De dentro do cuidar | ou De como seria se…

Resumo: A presente proposta surge do desejo da artista Silvia Moura em promover o encontro na cena. Para tanto, a pesquisadora convidou dois artistas locais com diferentes trajetórias e campos de atuação para iniciar um novo processo de investigação cênica, que tem como mote criativo o “encontro” e o “cuidar”.


Luiz Mendonça - A dança nossaTutor:
Luiz Mendonça

Possui graduação em Licenciatura em Educação Física, pela Faculdade de Educação Física de Santos (1974) e mestrado em Ciências da Arte pela Universidade Federal Fluminense (2006). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal Fluminense. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Artes, atuando principalmente nos seguintes temas: cultura, dança, coreografia, teatro e música.

Artistas pesquisadores: Silvia Moura, Uirá dos Reis e João Paulo Pinho.

Guerreiras

Resumo: Guerreiras consiste numa montagem que se inicia na corporeidade marcial da artista Aspásia Mariana e vai se constituindo através das corporeidades de mulheres que estão nas frentes de lutas, que protagonizam e são defensoras de movimentos sociais. O título está associado à figura dessas mulheres que lutam: às guerreiras da arte marcial chinesa, às mulheres que lutam no campo, nos movimentos sociais, e às artistas contemporâneas, pois não é a artista uma guerreira com a luta diária no seu fazer em arte?


Micheline Torres - GuerreirasTutora:
Micheline Torres

É bailarina, coreógrafa e performer, estudou Artes Cênicas na UNIRIO e Filosofia na UFRJ. Trabalhou por 12 anos como bailarina e assistente da Lia Rodrigues Companhia de Danças. Desde 2000 desenvolve trabalhos próprios situados entre a dança contemporânea, a performance e as artes visuais. Desde 2007 desenvolve o projeto Meu Corpo é Minha Política, contemplado com o prêmio Funarte Klauss Vianna 2009 e 2011, os projetos de residência do Centre National de la Danse (Paris), NRW/TanzHaus Dusseldorf, Centre Internacional des Récollets /Paris, Premio IBERESCENA/Alemanha, edital FADA 2012, Circuito Estadual das Artes 2012 e 2013, tendo sido apresentado em 25 cidades do Brasil e 10 países. Contemplada com o programa Rumos Dança do Itaú Cultural 2012-2014. Fundadora, junto com o músico Márcio MM Meirelles, da Um Mar de Possibilidades Produções Artísticas. É terapeuta e instrutora de Thetahealing.

Artistas pesquisadores: Aspásia Mariana, Alex Hermes e Caroline Holanda.

Ibirapema, o forró que eu faltei

Resumo: Ibirapema, o forró que eu faltei é um projeto estético cênico, que deseja articular matrizes da cultura popular que influenciam e compõem o movimento do forró. A proposta é traçar uma trajetória histórica que olha para a ancestralidade e se constitui como corpo na cena, assumindo a difícil missão de articular a cena das danças contemporâneas por intermédio de elementos das tradições populares.


Helder Vasconcelos_foto de Lenise PinheiroTutor:
Helder Vasconcelos

É músico, ator e dançarino. Tem formação nas tradições do Cavalo Marinho e do Maracatu Rural, em Pernambuco. É um dos fundadores do grupo musical Mestre Ambrósio, com quem atuou por 11 anos. Em carreira solo, criou os espetáculos “Espiral Brinquedo Meu”, dirigido por atores do Lume Teatro, e “Por Si Só”, dirigido por Armando Menicacci e contemplado pelo Programa Rumos Itaú Cultural Dança. Participou de festivais de dança, teatro e música no Brasil, Europa, Estados Unidos e Japão. No cinema, atuou nos longas-metragens “O Homem que Desafio o Diabo” (com o personagem do Cão Miúdo) e “A Luneta do Tempo”, de Alceu Valença. Participou ativamente do Carnaval de Pernambuco com o Maracatu Rural e a brincadeira do Boi, e criou o grupo Boi Marinho, que hoje se apresenta também em outros contextos. Atua como pesquisador e formador, realizando oficinas por todo o Brasil desde 1998 e também colaborando com outros artistas nas funções de preparação corporal, direção musical, direção de cena, criação de trilha sonora, entre outras.

Artistas pesquisadores: Francisco Éder Eufrásio Soares, Clarissa da Costa Pontes e Jhonnatas Morais da Silva

Um corpo sob Suspeita


Andréa Bardawil - um corpo sob suspeitaTutora:
Andréa Bardawil

Resumo: Um corpo sob suspeita é uma proposição que aborda o conceito de violência simbólica que se impõe através da naturalização das relações de submissão e de legitimidade do pensamento dominante. A pesquisa possibilitará uma imersão em processos investigativos vivenciados no corpo, apontando caminhos que possam vir a ser evidenciados no desenvolvimento do trabalho, num permanente debate sobre as variadas maneiras de percepção de um corpo sob vigilância.

Artistas pesquisadores: Edmar Júnior Cândido de Andrade e Eric Vinicius Garcia Almeida Pires

 // 2015

Abalroadas

Resumo:

Abalroadas são variações de intensidade dos encontros, ações com desejo de causar aproximações em torno do que nos une: a dança e a cidade. A ação final desse projeto propõe guiar o olhar através das nossas danças, as técnicas, as estéticas, os repertórios de gestos vividos, buscando para além do movimento, as pessoalidades que fazem as danças existirem em nossos corpos.

Aqui, a cidade são as pessoas, as pessoas que dançam. Pensar a cidade com dança construindo um percurso, rabiscos no espaço-tempo, traços de formas, linhas de forças, afirmando o movimento constante na dança entre o que é singular e ao mesmo tempo coletivo.


Tutor: Denise Stutz

Iniciou seus estudos de dança em Belo Horizonte. Em 1975, junto com outros 10 bailarinos, fundou o Grupo Corpo. Estabelecida no Rio de Janeiro, trabalhou com Lia Rodrigues como bailarina, professora e assistente de direção. Foi professora do Curso Técnico em Dança da Escola Angel Vianna. Em 2003, começou a desenvolver seu próprio trabalho solo, apresentando-se nas principais capitais do Brasil e também na França, Espanha, Uruguai, África e Austrália.

Sua intensa pesquisa como criadora-intérprete resultou em obras como “Absolutamente só” (estreado no Itaú Cultural, em São Paulo), “Estudo para Impressões” (estreado em Madrid), “3 solos em 1 tempo”, “Espalha pra Geral!” e “finita”. Atuante como preparadora corporal e coreógrafa de projetos na TV Globo, Denise Stutz tem experiências em vários contextos de orientação de processos criativos, tais como o projeto Colaboratório, promovido pelo festival Panorama da Dança, no Rio de Janeiro e Teresina, e o projeto Ateliê de Composição Coreográfica e Processos Criativos em Dança, em Fortaleza.

Artista pesquisadores: Marina Carleial, Rosa Ana Lima e Anderson Damasceno

Corpo Simultâneo: Imagem, Carne, Tecnologia

Resumo:

Tags, links, skypes, youtubes, tvs, glitches, bits, bitches, Felipe Damasceno e William Pereira Monte apresentam uma instalação dançada pelos GIFS. Os GIFS gostam de dançar. Uma rave de camadas e interfaces em um tempo que esta antes, depois, aqui, ali, por ali e durante.

LABDAN - SHEILA RIBEIROTutora: Sheila Ribeiro

É uma artista que trabalha nas áreas de moda, novas mídias, dança contemporânea e cinema. Interessada pelas dinâmicas da comunicação contemporânea poetiza tensões estético-políticas através de instalações, audiovisuais, psico-esculturas e webdança. É Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP (abordando tensões analógico-digitais), Mestre em Artes pela Université du Québec à Montréal, UQAM (abordando estética e criação contemporânea procedente das megalópoles de países considerados como periféricos) e Graduada em Dança pela UNICAMP.

Foi professora na Université de Montréal; atualmente, é professora de Moda no SENAC/SP e no Centro Universitário Belas Artes/SP. Sheila Ribeiro é consultora no “FGC, El Buss” (Tiro), trabalhando com a reforma na saúde mental neste campo de refugiados palestinos; participa no Transmedial Berlim (2013); integra o CED – Centro de Estudos da Dança, coordenado pela Profa. Dra. Helena Katz, e é membro da ABCiber (Associação dos Pesquisadores em Cultura Digital) e da ABRASME (Associação Brasileira de Saúde Mental).

Artistas pesquisadores: Felipe Damasceno e William Pereira Monte

Dança(s) pra mim

Resumo:

O projeto “Dança(s) pra mim” se propôs colocar em movimento desejos de dança, planos de composição e a investigação dos diálogos entre universo da dança na mídia (videoclipe e música pop) e a dança contemporânea, promovendo um ambiente de investigação compositiva e do performático, articulando modos de fazer e mover relacionados aos aspectos da sensualidade, desejo e prazer.

LABDAN - JORGE ALENCARTutor: Jorge Alencar 

É criador em dança, teatro e audiovisual interessado em questões ligadas a representações culturais, gênero, discurso/poder, publicidade e musicais. Bacharel em Comunicação pela Universidade Católica de Salvador (Ucsal), é também graduado em Licenciatura em Dança pela Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (PPGAC/UFBA).

Diretor artístico e fundador do Dimenti, tem inventado e produzido uma série de obras e ações, dirigindo todos os trabalhos do grupo. Alencar também trabalha com diversos criadores em outros projetos, como o curta-metragem de animação “Miúda e o Guarda-chuva” (Paula Lice/Santo Forte/Anima TV; Festival Internacional du Film D’Animation de Annecy – França); “Náufragos” (Matheus Rocha/Gabriela Almeida; Menção Honrosa do Júri no Festival de Cinema Luso Brasileiro de Santa Maria da Feira – Portugal); CoLABoratório e Com.Posições Políticas (Festival Panorama de Dança); “Dias de Folia” (Jacyan Castilho/Núcleo de Repertório do Teatro Castro Alves – Bahia).

Artistas Pesquisadores: Andréa Sales, Angela Souza e Marise Léo

Um lugar para explodir: uma composição de gestos e ações de um corpo em estado de dinamite

Resumo:

10 de dezembro de 2015. Quinta feira, 178° dia.

23° dia: correr na rua – 2° dia: “é preciso pecar em dobro para o planeta não virar de pernas pro ar” – 1° dia: o corpo, o lugar, os estados disparados pelas relações. Conter ou liberar? – 44° dia: investigação de gestos e ações de corpos em tensão – 10° dia: corpos em tensão – 100° dia: as putas do cabaré do aranha ainda estão com fome – 173° dia: eu não quero virar do avesso – 178° dia: disparar.

LABDAN - THEMBI ROSATutor:

Thembi Rosa é Mestre em Dança pelo Programa de Pós-Graduação em Dança da Universidade Federal da Bahia (2010) e graduada em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (2002), foi pesquisadora do Programa Rumos Dança Itaú Cultural com artigos publicados sobre dança contemporânea em Minas Gerais e Espírito Santo nas três publicações do programa. Desde 2000, desenvolve projetos solos de dança em parceria com o duo musical “O Grivo” e com coreógrafos e criadores convidados. Verdades Inventadas (instalação coreográfica sobre o alarm floor de Rivane Neuenschwander); Confluir (coreografia: Alejandro Ahmed e Rodrigo Pederneiras), Regra de dois (com Renata Ferreira), Ajuntamento (coreografia: Luciana Gontijo, Adriana Banana, Rodrigo Pederneiras, Dudude Herrmann) e Propriocepção são trabalhos resultantes dessas parcerias. Integra o Dança Multiplex com Margô Assis e Renata Ferreira e participa do Interferências, comunidade nômade formada por mais de 20 artistas internacionais. A partir de 2011, iniciou a pesquisa Parâmetros em Movimento dedicando-se, juntamente com outros artistas, à criação de interfaces digitais para a interação entre dança, software, sons e imagens.

Artistas Pesquisadores: Maria Isabel, Victor Hugo e David Leão