Laboratório de Dança

O Laboratório de Dança tem como objetivo fomentar o desenvolvimento de processos de pesquisa coreográfica e criação em dança que, em seu campo expandido, podem integrar poéticas do corpo e suportes diversos. O Laboratório desenvolverá a produção de obras a serem apresentadas em sua condição processual e que possam integrar o circuito profissional da dança.

Cláudia Pires
Licenciada em Pedagogia e Especialista em Arte-Educação, a bailarina Cláudia Pires tem uma trajetória marcada pela passagem por diferentes companhias de dança da cidade bem como pela atuação na docência em dança nos diversos espaços formativos de Fortaleza. Concluiu pelo Instituto Dragão do Mar, através do Colégio de Dança do Ceará, o curso de Professor de Dança. Dirigiu o equipamento cultural Vila das Artes, escola de formação em artes da Prefeitura de Fortaleza, entre 2013 e 2016. Integrou o Conselho Municipal de Educação nos anos de 2013, 2014 e 2016 onde presidiu a Câmara de Ensino Fundamental. Integrou a Câmara Setorial de Dança do Ministério da Cultura nos anos de 2005 e 2006. Criou e presidiu a Associação dos Bailarinos, Coreógrafos e Professores de Dança do Ceará (PRODANÇA) de 2003 a 2005. Representou a dança na Comissão de Análises de Projetos da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, onde também prestou serviços à Comissão Estadual de Incentivo à Cultura e ao Festival de Dança do Litoral Oeste. De 2003 à 2010 foi curadora e diretora artística do programa Circuladança da Bienal Internacional de Dança do Ceará. Coordena no Colégio 7 de Setembro os núcleos de dança, teatro e música. De 2009 à 2012 coordenou, em 20 escolas municipais, o Programa Dançando na Escola, realizado a partir de uma parceria entre Secretaria Municipal de Cultura de Fortaleza, através da Vila das Artes, e Secretaria Municipal de Educação.

// 2016

A Dança nossa de cada dia | ou De dentro do cuidar | ou De como seria se…

Resumo: A presente proposta surge do desejo da artista Silvia Moura em promover o encontro na cena. Para tanto, a pesquisadora convidou dois artistas locais com diferentes trajetórias e campos de atuação para iniciar um novo processo de investigação cênica, que tem como mote criativo o “encontro” e o “cuidar”.


Luiz Mendonça - A dança nossaTutor:
Luiz Mendonça

Possui graduação em Licenciatura em Educação Física, pela Faculdade de Educação Física de Santos (1974) e mestrado em Ciências da Arte pela Universidade Federal Fluminense (2006). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal Fluminense. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Artes, atuando principalmente nos seguintes temas: cultura, dança, coreografia, teatro e música.

Artistas pesquisadores: Silvia Moura, Uirá dos Reis e João Paulo Pinho.

Guerreiras

Resumo: Guerreiras consiste numa montagem que se inicia na corporeidade marcial da artista Aspásia Mariana e vai se constituindo através das corporeidades de mulheres que estão nas frentes de lutas, que protagonizam e são defensoras de movimentos sociais. O título está associado à figura dessas mulheres que lutam: às guerreiras da arte marcial chinesa, às mulheres que lutam no campo, nos movimentos sociais, e às artistas contemporâneas, pois não é a artista uma guerreira com a luta diária no seu fazer em arte?


Micheline Torres - GuerreirasTutora:
Micheline Torres

É bailarina, coreógrafa e performer, estudou Artes Cênicas na UNIRIO e Filosofia na UFRJ. Trabalhou por 12 anos como bailarina e assistente da Lia Rodrigues Companhia de Danças. Desde 2000 desenvolve trabalhos próprios situados entre a dança contemporânea, a performance e as artes visuais. Desde 2007 desenvolve o projeto Meu Corpo é Minha Política, contemplado com o prêmio Funarte Klauss Vianna 2009 e 2011, os projetos de residência do Centre National de la Danse (Paris), NRW/TanzHaus Dusseldorf, Centre Internacional des Récollets /Paris, Premio IBERESCENA/Alemanha, edital FADA 2012, Circuito Estadual das Artes 2012 e 2013, tendo sido apresentado em 25 cidades do Brasil e 10 países. Contemplada com o programa Rumos Dança do Itaú Cultural 2012-2014. Fundadora, junto com o músico Márcio MM Meirelles, da Um Mar de Possibilidades Produções Artísticas. É terapeuta e instrutora de Thetahealing.

Artistas pesquisadores: Aspásia Mariana, Alex Hermes e Caroline Holanda.

Ibirapema, o forró que eu faltei

Resumo: Ibirapema, o forró que eu faltei é um projeto estético cênico, que deseja articular matrizes da cultura popular que influenciam e compõem o movimento do forró. A proposta é traçar uma trajetória histórica que olha para a ancestralidade e se constitui como corpo na cena, assumindo a difícil missão de articular a cena das danças contemporâneas por intermédio de elementos das tradições populares.


Helder Vasconcelos_foto de Lenise PinheiroTutor:
Helder Vasconcelos

É músico, ator e dançarino. Tem formação nas tradições do Cavalo Marinho e do Maracatu Rural, em Pernambuco. É um dos fundadores do grupo musical Mestre Ambrósio, com quem atuou por 11 anos. Em carreira solo, criou os espetáculos “Espiral Brinquedo Meu”, dirigido por atores do Lume Teatro, e “Por Si Só”, dirigido por Armando Menicacci e contemplado pelo Programa Rumos Itaú Cultural Dança. Participou de festivais de dança, teatro e música no Brasil, Europa, Estados Unidos e Japão. No cinema, atuou nos longas-metragens “O Homem que Desafio o Diabo” (com o personagem do Cão Miúdo) e “A Luneta do Tempo”, de Alceu Valença. Participou ativamente do Carnaval de Pernambuco com o Maracatu Rural e a brincadeira do Boi, e criou o grupo Boi Marinho, que hoje se apresenta também em outros contextos. Atua como pesquisador e formador, realizando oficinas por todo o Brasil desde 1998 e também colaborando com outros artistas nas funções de preparação corporal, direção musical, direção de cena, criação de trilha sonora, entre outras.

Artistas pesquisadores: Francisco Éder Eufrásio Soares, Clarissa da Costa Pontes e Jhonnatas Morais da Silva

Um corpo sob Suspeita


Andréa Bardawil - um corpo sob suspeitaTutora:
Andréa Bardawil

Resumo: Um corpo sob suspeita é uma proposição que aborda o conceito de violência simbólica que se impõe através da naturalização das relações de submissão e de legitimidade do pensamento dominante. A pesquisa possibilitará uma imersão em processos investigativos vivenciados no corpo, apontando caminhos que possam vir a ser evidenciados no desenvolvimento do trabalho, num permanente debate sobre as variadas maneiras de percepção de um corpo sob vigilância.

Artistas pesquisadores: Edmar Júnior Cândido de Andrade e Eric Vinicius Garcia Almeida Pires

 // 2015

Abalroadas

Resumo:

Abalroadas são variações de intensidade dos encontros, ações com desejo de causar aproximações em torno do que nos une: a dança e a cidade. A ação final desse projeto propõe guiar o olhar através das nossas danças, as técnicas, as estéticas, os repertórios de gestos vividos, buscando para além do movimento, as pessoalidades que fazem as danças existirem em nossos corpos.

Aqui, a cidade são as pessoas, as pessoas que dançam. Pensar a cidade com dança construindo um percurso, rabiscos no espaço-tempo, traços de formas, linhas de forças, afirmando o movimento constante na dança entre o que é singular e ao mesmo tempo coletivo.


Tutor: Denise Stutz

Iniciou seus estudos de dança em Belo Horizonte. Em 1975, junto com outros 10 bailarinos, fundou o Grupo Corpo. Estabelecida no Rio de Janeiro, trabalhou com Lia Rodrigues como bailarina, professora e assistente de direção. Foi professora do Curso Técnico em Dança da Escola Angel Vianna. Em 2003, começou a desenvolver seu próprio trabalho solo, apresentando-se nas principais capitais do Brasil e também na França, Espanha, Uruguai, África e Austrália.

Sua intensa pesquisa como criadora-intérprete resultou em obras como “Absolutamente só” (estreado no Itaú Cultural, em São Paulo), “Estudo para Impressões” (estreado em Madrid), “3 solos em 1 tempo”, “Espalha pra Geral!” e “finita”. Atuante como preparadora corporal e coreógrafa de projetos na TV Globo, Denise Stutz tem experiências em vários contextos de orientação de processos criativos, tais como o projeto Colaboratório, promovido pelo festival Panorama da Dança, no Rio de Janeiro e Teresina, e o projeto Ateliê de Composição Coreográfica e Processos Criativos em Dança, em Fortaleza.

Artista pesquisadores: Marina Carleial, Rosa Ana Lima e Anderson Damasceno

Corpo Simultâneo: Imagem, Carne, Tecnologia

Resumo:

Tags, links, skypes, youtubes, tvs, glitches, bits, bitches, Felipe Damasceno e William Pereira Monte apresentam uma instalação dançada pelos GIFS. Os GIFS gostam de dançar. Uma rave de camadas e interfaces em um tempo que esta antes, depois, aqui, ali, por ali e durante.

LABDAN - SHEILA RIBEIROTutora: Sheila Ribeiro

É uma artista que trabalha nas áreas de moda, novas mídias, dança contemporânea e cinema. Interessada pelas dinâmicas da comunicação contemporânea poetiza tensões estético-políticas através de instalações, audiovisuais, psico-esculturas e webdança. É Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP (abordando tensões analógico-digitais), Mestre em Artes pela Université du Québec à Montréal, UQAM (abordando estética e criação contemporânea procedente das megalópoles de países considerados como periféricos) e Graduada em Dança pela UNICAMP.

Foi professora na Université de Montréal; atualmente, é professora de Moda no SENAC/SP e no Centro Universitário Belas Artes/SP. Sheila Ribeiro é consultora no “FGC, El Buss” (Tiro), trabalhando com a reforma na saúde mental neste campo de refugiados palestinos; participa no Transmedial Berlim (2013); integra o CED – Centro de Estudos da Dança, coordenado pela Profa. Dra. Helena Katz, e é membro da ABCiber (Associação dos Pesquisadores em Cultura Digital) e da ABRASME (Associação Brasileira de Saúde Mental).

Artistas pesquisadores: Felipe Damasceno e William Pereira Monte

Dança(s) pra mim

Resumo:

O projeto “Dança(s) pra mim” se propôs colocar em movimento desejos de dança, planos de composição e a investigação dos diálogos entre universo da dança na mídia (videoclipe e música pop) e a dança contemporânea, promovendo um ambiente de investigação compositiva e do performático, articulando modos de fazer e mover relacionados aos aspectos da sensualidade, desejo e prazer.

LABDAN - JORGE ALENCARTutor: Jorge Alencar 

É criador em dança, teatro e audiovisual interessado em questões ligadas a representações culturais, gênero, discurso/poder, publicidade e musicais. Bacharel em Comunicação pela Universidade Católica de Salvador (Ucsal), é também graduado em Licenciatura em Dança pela Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (PPGAC/UFBA).

Diretor artístico e fundador do Dimenti, tem inventado e produzido uma série de obras e ações, dirigindo todos os trabalhos do grupo. Alencar também trabalha com diversos criadores em outros projetos, como o curta-metragem de animação “Miúda e o Guarda-chuva” (Paula Lice/Santo Forte/Anima TV; Festival Internacional du Film D’Animation de Annecy – França); “Náufragos” (Matheus Rocha/Gabriela Almeida; Menção Honrosa do Júri no Festival de Cinema Luso Brasileiro de Santa Maria da Feira – Portugal); CoLABoratório e Com.Posições Políticas (Festival Panorama de Dança); “Dias de Folia” (Jacyan Castilho/Núcleo de Repertório do Teatro Castro Alves – Bahia).

Artistas Pesquisadores: Andréa Sales, Angela Souza e Marise Léo

Um lugar para explodir: uma composição de gestos e ações de um corpo em estado de dinamite

Resumo:

10 de dezembro de 2015. Quinta feira, 178° dia.

23° dia: correr na rua – 2° dia: “é preciso pecar em dobro para o planeta não virar de pernas pro ar” – 1° dia: o corpo, o lugar, os estados disparados pelas relações. Conter ou liberar? – 44° dia: investigação de gestos e ações de corpos em tensão – 10° dia: corpos em tensão – 100° dia: as putas do cabaré do aranha ainda estão com fome – 173° dia: eu não quero virar do avesso – 178° dia: disparar.

LABDAN - THEMBI ROSATutor:

Thembi Rosa é Mestre em Dança pelo Programa de Pós-Graduação em Dança da Universidade Federal da Bahia (2010) e graduada em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (2002), foi pesquisadora do Programa Rumos Dança Itaú Cultural com artigos publicados sobre dança contemporânea em Minas Gerais e Espírito Santo nas três publicações do programa. Desde 2000, desenvolve projetos solos de dança em parceria com o duo musical “O Grivo” e com coreógrafos e criadores convidados. Verdades Inventadas (instalação coreográfica sobre o alarm floor de Rivane Neuenschwander); Confluir (coreografia: Alejandro Ahmed e Rodrigo Pederneiras), Regra de dois (com Renata Ferreira), Ajuntamento (coreografia: Luciana Gontijo, Adriana Banana, Rodrigo Pederneiras, Dudude Herrmann) e Propriocepção são trabalhos resultantes dessas parcerias. Integra o Dança Multiplex com Margô Assis e Renata Ferreira e participa do Interferências, comunidade nômade formada por mais de 20 artistas internacionais. A partir de 2011, iniciou a pesquisa Parâmetros em Movimento dedicando-se, juntamente com outros artistas, à criação de interfaces digitais para a interação entre dança, software, sons e imagens.

Artistas Pesquisadores: Maria Isabel, Victor Hugo e David Leão