Laboratório de Pesquisa Teatral

O Laboratório de Pesquisa Teatral tem como objetivo fomentar o desenvolvimento de projetos que articulem pesquisa e criação, proporcionando cruzamentos entre a prática teatral, em suas diversas dimensões (direção, interpretação, formação de artistas, cenografia etc.), e reflexões estéticas e conceituais.

Juliana-CarvalhoCoordenadora: Juliana Carvalho. Atriz e pesquisadora em teatro, possui bacharelado e mestrado em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará. É doutoranda em teatro na Universidade Federal da Bahia, com uma investigação cênico-dramatúrgica sobre as mulheres no teatro de Nelson Rodrigues. Como atriz trabalha também com cinema. Atuou nos longas-metragens Mãe e Filha, de Petrus Cariry, Bezerra de Menezes, Siriará, dentre outros. Participou de ONG’s como o Instituto Sertão e Comunicação e Cultura, em projetos sociais com jovens e professores de escolas públicas do estado do Ceará.

 

 

Projetos em Desenvolvimento

// 2016

Exceder, transgredir, deformar: o grotesco na performance do palhaço

Resumo: A pesquisa trabalhará com elementos da performance, enquanto linguagem, no fazer teatral vinculado ao palhaço e à construção de corpos grotescos, que jamais estão prontos. Um corpo em movimento, entregue aos excessos e em permanente estado de construção, tendo na figura do palhaço o elemento de criação das relações entre a cena e a rua. Este percurso é marcado pela performatividade, devido a dinâmica que a rua proporciona em toda sua dimensão, com corpos que absorvem a rua e são absorvidos por ela.

Lab_TEATRO_MARIO_FILHOTutor: Mário Filho

É um artista multimídia graduado em Artes Cênicas pelo IFCE e Pós-graduando em Animação pelo SENAC-SP. Desenvolve intervenções em espaços públicos mesclando diferentes linguagens como palhaçaria, mimo corpóreo, dança, novas mídias e artes visuais. Desenvolveu trabalhos em parceria com artistas e grupos como Ogiva, Acidum, Coletivo Curto-Circuito, Desvio Coletivo, Marcos Bulhões-USP, Narcelio Grud, Cia Pã, EmFoco, Lume e Antonio Abujanra.

Foi  facilitador da Vivência “Palhaçaria e Mímica”– Centro Cultural Guararema-SP, e facilitador da oficina “Palhaçaria Crítica”, com Melissa Caminha – TJA/CE. Organizou o Seminário “Hotxuá: Uma jornada do riso e da brincadeira”, ganhador do Prêmio Edital das Artes (Teatro) da Secult-CE. Atuou em diversas obras artísticas tais como: Performer criador em LA POCHA NOSTRA, na Mostra de Performances CORPO SUB CORPO, no SESC Santos; ator e diretor em “A carta da terra e o Boi Bumbá” (Teatro de Rua), com o Grupo de Teatro Bioagradável e diretor em “Dois mendigos e um banco sujo” (palhaço/bufão).

Artistas pesquisadores: Alysson Lemos Campos, David Santos Correia, João Victor Ramos Ferreira, Igor Cândido de Lima e Edivaldo Ferrer da Silva Filho, do Grupo As 10 Graças de Palhaçaria.

Imaginário Criador: uma amotinação estético-visual-sonoro de possibilidades

Resumo: Partindo da criação de um boneco geminado e de uma máquina-carro, Imaginário Criador  propõe uma amotinação estético-visual-sonora de possibilidades, pois dialoga com o teatro, as artes visuais e a música, no intuito de dar vida a um inventor e sua máquina por atores-manipuladores-músicos que ocupam o espaço urbano. Os desafios da pesquisa são: a investigação sonora realizada a partir dos materiais que constituem a máquina, o aprimoramento de técnicas de manipulação de bonecos e a construção de uma dramaturgia performativa que intervenha nas ruas.

Lab_TEATRO_LUCIANO_WIESER_2Tutor: Luciano Wieser

É criador, diretor, ator-bonequeiro e cenógrafo. Co-fundador, com Raquel Durigon, do Grupo de Teatro DE PERNAS PRO AR, que possui trabalho continuado em artes cênicas desde 1988. Seus espetáculos propõem novas formas de se comunicar com o espaço urbano e com o público, construindo uma linguagem própria que borra as fronteiras da arte, fazendo uma junção entre o trabalho do ator, o teatro de animação, o circo, a música e as artes visuais, num processo que se caracteriza pela forma simples, simbólica e poética de se comunicar. Luciano e o Grupo de Pernas pro Ar possuem a maioria de seus espetáculos em repertório, um acervo de cenários móveis e mais 50 bonecos únicos. Entre suas principais obras podemos destacar: Automákina Universo Deslizante (espetáculo de rua); Mira Extraordinárias Diferenças Sutis Igualdades (espetáculo de rua com bonecos gigantes); O Lançador de Foguetes (espetáculo de rua) e Os Trovadores do natal (espetáculo de rua).

Artistas pesquisadores: Francisco Henrique Lima Oliveira, Antônio Manoel Filho e Diego Anderson de Sousa, da Trupe Motim de Teatro (de Quixeré).

TransOhno

Resumo: O projeto pretende ampliar a pesquisa do Coletivo As Travestidas, sobre a cultura trans e suas raízes na arte, tendo por base o Butoh e sua ligação com a ancestralidade e com as pulsões de vida e de morte. A proposta é investigar o Butoh e suas potencialidades criativas, porém carregando a marca poética do coletivo, que envolve um hibridismo entre teatro, dança, música e audiovisual. Um dos desafios da pesquisa é estabelecer conexões entre o teatro oriental, a trajetória pessoal do performer Diego Salvador e a performatividade dentro do universo trans, transformando o que era intuitivo para o artista, na relação entre teatro e dança, em algo consciente e elaborado.

Lab_TEATRO_ANA_CRISTINA_COLLA_fotodeAdalberto LimaTutora: Ana Cristina Colla

É atriz, diretora e pesquisadora, integrante do LUME Teatro – Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da UNICAMP. Doutora em Artes pela Unicamp (2010), graduada em Artes Cênicas (1993) e mestre em Artes (2003), todos pela mesma universidade. No LUME desenvolve pesquisas na codificação, sistematização e teatralização de técnicas corpóreas e vocais não-interpretativas do ator.

Desenvolveu vários projetos de pesquisa sobre a relação entre a Dança Pessoal e o Butoh, participando de intercâmbios com importantes mestres do Butoh, como Tadashi Endo (Japão), Anzu Furukawa (Japão) e Natsu Nakajima (Japão). É autora dos livros “Da minha janela vejo… – Relato de uma trajetória pessoal de pesquisa no LUME” (2006, HUCITEC – Fapesp) e “Caminhante, não há caminho. Só rastros” (2013, Ed. Perspectiva – Fapesp). Dirigiu os espetáculos “Espiral – Brinquedo Meu” com o ator-músico Helder Vasconcelos; “Gaiola de Moscas”, com o grupo Peleja; e “Alphonsus”, com a atriz do Lume Raquel Scotti Hirson.

Artistas pesquisadores: Diego Salvador de Sousa, Fábio Vieira Peixoto e Rodrigo Ferreira de Sousa, do Coletivo As Travestidas.

Um Corpo em Estado de Demolição: Um Percurso Poético a Partir do Edifício São Pedro

Resumo: O projeto tem como ponto de partida a trajetória do Edifício São Pedro (CE) e as relações suscitadas por ele, propondo a construção coletiva de uma dramaturgia norteada por aquilo que seria um “corpo em estado de demolição”. Falar desse corpo é debater sobre diversas formas de DEMOLIR, RESISTIR, ZERAR, TRANSFORMAR e INTERVIR nos procedimentos da cidade e dos nossos próprios corpos. Com essa pesquisa desejamos fomentar diferentes modos de pensar, reagir e acionar esses verbos de ação nos corpos e, principalmente, descobrir múltiplos procedimentos para construção da cena a partir do hibridismo de linguagens artísticas.

Lab_TEATRO_EMÍLIO_WEHBITutor: Emílio García Wehbi nasceu em Buenos Aires, em 1964. É um artista interdisciplinar que trabalha na interseção de linguagens cênicas. Desde 1989 – ano em que funda  “O Periférico de Objetos” – até o momento, tem se destacado em suas atividades como diretor de teatro, performer, ator, artista plástico e professor. Seus espetáculos, óperas, instalações e intervenções urbanas foram apresentados nos principais palcos, festivais e cidades de Argentina, Brasil, Chile, Uruguai, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, México, EUA, Canadá, Portugal, Espanha, Irlanda, Escócia, França, Suíça, Holanda, Bélgica, Áustria, Alemanha, Polônia, Itália, Suécia, Austrália e Japão.

Sua poética tenta confrontar as categorias estéticas estabelecidas, hibridizando disciplinas para que o conjunto da linguagem não caiba em qualquer definição. Sua pesquisa formal visa estabelecer sempre uma dialética com o público, considerando-o parte ativa da obra. Trabalha a partir de estratégias formais que incluam conceitos como obsceno (que está fora da cena), a crise, o acidente, a provocação, a instabilidade, o extraordinário (o que se afasta da ordem), a memória, a morte e a violência.

Artistas pesquisadores:  Bruna Pessoa Lima, Clara Monteiro Brito, Wescly Oliveira Silva, Aristides de Oliveira Ferreira Neto, Jéssica Teixeira e Débora Ingrid, do grupo Comedores de Abacaxi S/A.

// 2015

Asja Lacis já não me escreve

Resumo: Asja Lacis, colaboradora de Meyerhold e de Eisenstein, próxima do grupo de Maiakóvski, foi amante de Walter Benjamin e por intermédio dela Brecht e Benjamin se conheceram. No início da Segunda Guerra Mundial, ela desapareceu num campo de concentração stalinista. “Asja Lacis já não me escreve”, registra Brecht em seu diário de janeiro de 1939. O Grupo Terceiro Corpo pretende investigar a figura de Asja Lacis, focando sua pesquisa cênico-dramatúrgica no trabalho de ator e na ideia de “solo coletivo”, no qual várias atrizes partilham a mesma personagem em cena.

Tutor: Fábio Vidal é Diretor, Ator-performer, autor, professor e produtor. Mestre e Bacharel em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Coordenador do Território Sirius Teatro. Dirigiu escreveu atuou nas encenações Sebastião, Seu Bomfim, Velôsidade Máxima, Eterno Rêtorno- ERêJoelma. Dirigiu os  espetáculos  Casa Número Nada e Temporal. Assinou a dramaturgia do espetáculo Álbum de Família do Balé do Teatro Castro Alves. Ministra aulas acerca do Trabalho Criativo, Teatro Físico e Contadores de História. Participou, como orientador, das criações do projetos Benedita, Lavadora de AlmasFragmentos de Um Só (grupo Vagapara) e TransatlÂntica. Como ator já participou de diversas montagens.

Artistas pesquisadores: Jéssica Teixeira, Nádia Fabríci, Marcos Paulo, Rami Freitas e Maria Vitória, integrantes do Grupo Terceiro Corpo.

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O Sagrado e o Profano, as Vozes de uma Cidade

Resumo: A relação entre o sagrado e o profano na cidade de Juazeiro do Norte é o centro desta pesquisa, que investiga os fenômenos religiosos e suas manifestações sociais. O grupo visa resignificar os sons produzidos pela cidade, gerando um trabalho corporal do ator por meio dessa sonoridade, que nasce desse aspecto cultural que atrai visitantes do mundo inteiro.

Tutora: Mônica Montenegro. É pesquisadora da voz cênica, especialista em voz e fonoaudióloga. Desde 1988 trabalha na preparação e orientação do uso da voz na expressividade de atores.  É professora da Escola de Arte Dramática – EAD/ECA/USP, na disciplina Voz e Expressão Vocal desde 1998. Trabalhou com diversos diretores de teatro, entre eles, Antunes Filho; Antônio Araújo (Teatro da Vertigem); Enrique Diaz e Luis Fernando Marques (Grupo Teatro XIX). Foi bailarina-intérprete da Cia 8 Nova Dança, direção de Lu Favoreto (1999/2000). É diretora e orientadora vocal da Cia Movimento Cênico Bem Dito Seja. É membro-fundador e leitora da Cia. de Leitores Públicos, na qual também coordena grupo de pesquisa regular em leitura de literatura em voz alta. Nos últimos anos tem desenvolvido pesquisa performativa sobre a enunciação na cena: voz, palavra e discursividades. Atualmente é pós-graduanda no Centro de Artes Cênicas – USP.

Artistas pesquisadores: Nilson Matos, Emanoel Siebra, Eudes Filho, Lucivânia Lima, Jamal Corleone, Raqueline Barros, Suimara Evelyn, Stella Bonfim e Teresa Melo, integrantes do grupo Coletivo Atuantes em Cena.

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Os Miseráveis

Resumo: Estudar e encenar Os Miseráveis é a proposta do Grupo Formosura, que também deseja aprofundar sua investigação sobre a técnica do boneco geminado. A pesquisa parte de duas instâncias: a primeira busca desvelar como o boneco geminado pode promover um treinamento para o ator; a segunda refere-se à manipulação propriamente dita e suas possibilidades.

Tutor: Duda Paiva. É manipulador de bonecos, bailarino, coreógrafo e diretor de teatro. Educado como ator e dançarino moderno em Goiânia, Paiva trabalhou para a companhia de dança contemporânea Quasar e para o Balé do Estado de Goiás. Estudou Butoh em Tóquio, com Kazuo Ohno. Em 1996 mudou-se para a Holanda, trabalhou como bailarino profissional para coreógrafos como Paul Selwyn Norton, Itzik Galili, Ron Bunzl, Raz, Piet Rogie etc. Em 1998 começaram seus estudos sobre a arte da animação de fantoches, com a companhia de teatro Gertrude Theater, de Israel, e Neville Tranter, na Holanda. Paiva foi nomeado melhor bailarino holandês em 2001, foi premiado com mais de 25 prêmios internacionais. Com sede na Holanda, a DudaPaiva Company foi fundada em 2004 e atualmente representa a Holanda e o Brasil em diversos festivais internacionais de dança, festivais de teatro de animação e festivais de teatro contemporâneo nos 5 continentes. Neste ano de 2015, Paiva é homenageado como um dos grandes manipuladores da atualidade, como “Artista de Honra” do Festival Mondial des Theatres des Marionnettes de Charleville-Mézières, na França.

Artistas pesquisadores: Graça Freitas, Leonardo Costa, Maria Vitória, Rami Freitas, Ronaldo Queiroz e Samuel Sampio, integrantes do Grupo Formosura.

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Um corpo em final de festa

Resumo: Nesta proposta de investigação e criação, a Inquieta Cia. de Teatros busca pesquisar modos de composição cênica pautados no trabalho coletivo e polifônico de atuação e encenação. “Um corpo em final de festa” apresenta-se como elemento disparador para a construção de treinamentos, performances e dramaturgias, desenvolvidas por atores que encenam, encenadores que atuam.

Tutor: Marcelo Evelin. É coreógrafo, pesquisador e intérprete. Vive e trabalha na Europa desde 1986, onde atua na área da dança, tambem colaborando com profissionais de outras áreas em projetos de teatro físico, música, vídeo, instalação e ocupação de espaços específicos. Desde 1995 é criador independente com sua Companhia Demolition Incorporada, e desde 1999 ensina na Escola Superior de Mímica de Amsterdam-Holanda. Orienta workshops e residências artísticas em países da Europa, Estados Unidos, África, Japão, América do Sul e Brasil, para onde retornou em 2006 e implantou em Teresina o Núcleo do Dirceu,  uma plataforma de pesquisa e desenvolvimento para as Artes Performáticas Contemporâneas, que coordenou ate o ano de 2013. Seus dois últimos espetáculos, “de repente fica tudo preto de gente” (2012)  e “Batucada” (2014) estão sendo apresentados atualmente em importantes festivais e teatros no Brasil e exterior.

Artistas pesquisadores: Andréia Pires, Andrei Bessa, Geane Albuquerque, Gyl Giffony, Lucas Galvino, Themis Memória, Wellington Fonseca, integrantes e colaboradores da Inquieta Cia de Teatro.

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// 2014

A CIDADE COMO DRAMATURGIA: Uma experiência de atuação na rua

Resumo: O projeto de criação e formação artística parte dos conceitos “a cidade como dramaturgia” e de “teatro ambiental” para propor uma experimentação de procedimentos de interpretação teatral na rua, partindo da experiência dos atores em um ambiente público da cidade de Fortaleza. Para tanto, pretende realizar experiências de atuação a partir de estados com práticas do site specific. Teremos laboratórios para experimentar práticas de criação relacionadas com a ideia de uma interpretação por estados.

Tutor: André Carreira é graduado em Artes Visuais pela UnB (1984) e doutorado pela Universidad de Buenos Aires (1994). Professor do programa de Pós Graduação em Teatro (UDESC) e coordenador nacional do Mestrado Profissional em Artes (PROF-ARTES). Foi presidente da ABRACE (2003-2004). Dirige os grupos Experiência Subterrânea (Florianópolis) e Teatro que Roda (Goiânia). Carreira é autor dos livros Teatro Callejero (Ed. Nueva Generación / Buenos Aires), Práticas de Produção Teatral (Ed. UDESC); Teatro de Rua: Uma Paixão no Asfalto (HUCITEC); Meyerhold: Experimentalismo e Vanguarda (E-Papers); Estados: relatos de um processo de pesquisa sobre interpretação teatral (Ed. UDESC). Em 2011, André Carreira realizou pós-doutorado com Richard Schechner na New York University (2011).

Artistas pesquisadores: Vanéssia Gomes dos Santos, Antônio Clodomir de Alcântara Costa e Vera Lúcia Santos de Araújo, integrantes do Grupo Teatro de Caretas.

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Encenações contracenadas entre o distanciar e o invadir

Resumo: Partindo do desejo em experienciar processos de articulação entre diferentes modos de pensar e compor a cena, os integrantes do coletivo No barraco da Constância tem! pretendem convidar cinco encenadores que desenvolvem trabalhos de encenação na cidade de Fortaleza, para a criação de cenas que, relacionadas entre si, tracem outras perspectivas compositivas a partir de uma rede de conjugação, disparando uma contracenação entre diferentes encenações para a composição de uma dramaturgia coletiva.

Tutor: Gyl Giffony é ator, encenador, produtor e pesquisador nas áreas do teatro, organização da cultura e direitos culturais. Mestre em Memória Social (Unirio) e graduado em Artes Cênicas (IFCE) e Direito (Unifor). Autor da publicação “De quem é a cena? A regulamentação do exercício amador e profissional de atores e atrizes”. É membro da Inquieta Cia. de Teatros e está professor do Curso de Licenciatura em Teatro do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).

Artistas pesquisadores: Antônio Honório Félix Lima de Brito, Ariel Ferreira do Nascimento, Tayana Meyre Fernandes Tavares e William Pereira Monte, integrantes do Coletivo No Barraco da Constância Tem!.

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Filho(a) – Bagaceira 15 Anos

Resumo: Projeto de pesquisa dramatúrgica e cênica sobre o novo processo de montagem do Grupo Bagaceira de Teatro, “Filh(o)”. O processo da peça “Filh(o)” é também a comemoração de 15 anos e encontra o grupo num momento de maturidade dos integrantes e de uma sintonia que ultrapassa o lado profissional. Três questões têm sido frequentes aos artistas do grupo no momento: identidade, transformação e convívio. O mote da história foi pensado de modo a contemplar essas questões, universalizando-as e fugindo do metateatro e da dramaturgia pessoal (como foi o caso de InCerto, peça de comemoração dos 10 anos do grupo).

Tutora: Juliana Galdino Atriz, diretora e professora de Artes Cênicas. Trabalhou de 1999 a 2006 com o diretor Antunes Filho, em São Paulo, atuando em uma série de espetáculos como Fragmentos Troianos, Foi Carmen Miranda, O Canto de Gregório, PrÉt-À-POrtêr 3, 4, 5, 6 e 7, e protagonizando os espetáculos ANTÍGONA e MEDÉIA 1 e 2, tendo ganho o Prêmio SHELL 2002 de Melhor Atriz por este último. Foi professora de Interpretação no CPT – Sesc Anchieta de 2001 a 2005, e na USP (ECA) em 2006. Criou a companhia CLUB NOIR, ao lado do diretor Roberto Alvim, em 2006, com a qual estreou diversos espetáculos até o momento, entre eles: O QUARTO, de Harold Pinter (vencedor do Prêmio BRAVO! Prime de Melhor Espetáculo de 2009); COMUNICAÇÃO A UMA ACADEMIA, de Franz Kafka (pelo qual foi indicada ao Prêmio SHELL 2009 de Melhor Atriz); A TERRÍVEL VOZ DE SATÃ, de Gregory Motton; TRÍPTICO de Richard Maxwell (indicado ao Prêmio BRAVO! de 2010 de Melhor Espetáculo do ano, indicado ao Prêmio SHELL na Categoria Especial, eleito a melhor estreia de 2010 em São Paulo pelo jornal Folha de São Paulo); PINOKIO de Roberto Alvim; e por fim está em cartaz desde 2012 com os projetos PEEP CLASSIC ÉSQUILO (com a obra completa de Ésquilo) e MOSTRA BRASILEIRA DE DRAMATURGIA CONTEMPORÂNEA, que compreende a encenação de 08 textos de autores brasileiros, sendo 3 peças com sua direção, função que já tinha exercido em 2010 com H.A.M.L.E.T., texto de Roberto Alvim (indicado ao Prêmio SHELL de Melhor Iluminação).

Artistas pesquisadores: Rogério Mesquita Rodrigues, Tatiana Paula de Amorim, Ricardo Tabosa de Sousa, Rafael Martins e Yuri Yamamoto, integrantes do Grupo Bagaceira de Teatro.

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Lastá – Estudo do teatro de animação

Resumo: O projeto trata-se de um estudo da técnica do teatro de animação, inspirado na técnica japonesa “Bunraku”. O experimento terá como referência o elenco do espetáculo Lastá, texto de Ricardo Guilherme, que servirá como suporte dramatúrgico. O objetivo é descobrir técnicas que possibilitem a realização de movimentos humanos, projetando um mecanismo de contribuição formativa para atores. Poderá servir como base para novos projetos que porventura optem por fazer uso do teatro animado.

Tutora: Adelaida Mangani Natural de Buenos Aires, se formou em música, teatro e danças. Ingressou como professora Superior de Música no conservatório “Manuel de Falla” no ano de 1959 e Mestre na Escola Normal Nº 4 “Estanislau S. Zeballos” no mesmo ano. Estudou Filosofia na universidade de Buenos Aires, e foi bolsista pelo conselho britânico para estudar Direção Integral de Televisão na BBC de Londres, Inglaterra. Ao mesmo tempo se aperfeiçoou em estudos teatrais com o mestre Juan Francisco Giacobbe, que a dirigiu em numerosos espetáculos. Foi diretora do Instituto Vocacional de Arte Manuel José de Labarden e posteriormente Diretora de Institutos da Direção Geral de Ensinos Artísticos do Ministério de Cultura de Buenos Aires, onde desempenhou a função até 2007. É criadora de uma metodologia em educação através da arte, a partir da qual se formaram numerosas gerações de docentes. Em 1969 começou seu trabalho como manipuladora de bonecos ao lado da célebre Ariel Bufano. No ano de 1977 foi cofundadora do “Grupo de Titiriteiros do Teatro San Martin”, do qual é diretora nos dias atuais. É autora e diretora de numerosos espetáculos estreados pelo grupo de manipuladores, bem como intérprete e criadora musical de muitos deles. É Diretora da Oficina-Escola de Manipuladores de Bonecos do complexo teatral de Buenos Aires, na qual também está a cargo da disciplina de Estética e Encenação. É membro da Academia Argentina de Literatura Infantil e Juvenil; e membro da Cátedra Permanente de Grandes Criadores da Associação de Ensinos Artisticos (Asociación de Enseñanza Artística). Recebeu os prêmios Konex, Clarín, Atina e muitos outros.

Artistas pesquisadores: José Cristiano Barbosa Castro, Marconi Basílio Torres Júnior, Cleiviane Marques Vasconcelos, Eder Machado Lima e Eliania Damasceno, integrantes do grupo Bricoleiros.

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Memórias de Mestres: a mímesis corpórea dos mestres da tradição popular do Cariri

Resumo: O projeto irá pesquisar as memórias corporais, vocais e sociais dos mestres da cultura popular do Cariri, suas relações com os brincantes em seus processos de criação, e elaborar material cênico a partir da técnica da mímeses corpórea, desenvolvida pelo LUME Teatro, bem como um catálogo que registre todos os rastros da pesquisa.

Tutores: Carlos Simioni Ator-pesquisador, diretor, natural de Curitiba (PR), radicado em Campinas (SP), foi o primeiro discípulo de Luís Otávio Burnier, com quem fundou o LUME Teatro (Unicamp) em 1985. Atualmente participa dos espetáculos do LUME em repertório. Desde 1989 é ator do Grupo Internacional “VINDENES BRO”- “Ponte dos Ventos” – Dinamarca, onde desenvolve técnicas de treinamentos para o ator e atua nos espetáculos “Ur-Nat” e “The Voices of The Windows”, sob orientação e direção da atriz e diretora Iben Nagel Rasmussen, do Odin Teatret. É fundador e coordenador do PATUANÚ – Núcleo de Pesquisa em Dança de Ator, grupo itinerante de pesquisa, com atores e dançarinos de diversos estados brasileiros. Desde 2007 é professor convidado da Teaterhoyskolen Rodkild (Escola Superior de Teatro), na Dinamarca. Apresentou espetáculos, demonstrações e ministrou cursos nos seguintes países: Itália, Alemanha, França, EUA, México, Colômbia, Argentina, Portugal, Inglaterra, Coréia do Norte, Noruega, Bolívia, Costa Rica, Dinamarca, Egito, Grécia, Nicarágua, Escócia, Peru, Bélgica, Israel, Espanha, Equador e Polônia.

Jesser de Souza Inicia seus trabalhos em teatro em 1981. Em São Paulo, em 1985 ingressa no Teatro-Escola Macunaíma, onde aperfeiçoa seus estudos por dois anos e participa como ator do CPT – Centro de Pesquisa Teatral do SESC, dirigido por Antunes Filho. Dede 1992 é ator-pesquisador do LUME Teatro (Unicamp). Participou de festivais nacionais e internacionais, apresentou espetáculos, ministrou workshops e demonstrações técnicas sobre o trabalho desenvolvido no LUME em diversas cidades do Brasil, além de ter realizado pesquisa de campo no interior dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Amazonas. No exterior realizou trabalhos na Dinamarca, Equador, França, Egito, Israel, Bolívia, Itália e EUA.

Artistas pesquisadores: Edceu Barboza, Joaquina Carlos, Sâmia Ramare, Elizieldon Dantas, Rita Cidade, Jânio Tavares e Zizi Telécio, integrantes do grupo Ninho, do Crato (CE).

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// 2013

Sólito – Pesquisa em Teatro Físico-Visual / Magie Nouvelle

RESUMO: Um espetáculo que opera na fronteira, na borda entre novas tecnologias, magie nouvelle, dança, marionete, imagem. Fronteira que escolheram nomear de Teatro Físico-visual. O projeto vem propor uma pesquisa sobre composição dramatúrgica no campo de teatro físico-visual / magie nouvelle, tendo como resultante um espetáculo e um texto reflexivo.

Tutora: Laura Pazzola é uma encenadora, atriz e marionetista italiana. Diplomada pela Escola Internacional Jacques Lecoq de Paris, trabalha em diversos espetáculos entre França e Itália. Atualmente ela colabora como autora em criações originais no Teatro Nacional da Sardenha. Também realiza experiências no campo da Magie Nouvelle e é co-fundadora da Cit 38 (Compagnie Internationale de Theatre) e da Cie. Almbic na França.

Artistas pesquisadores: Caroline Holanda (artista proponente), Alessia Zambruno (bailarina e pesquisadora), Gabriela Costa (bailarina e pesquisadora), Michael Castro.

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Price World ou Sociedade a Preço de Banana

RESUMO: Nas últimas montagens o grupo escolheu uma casa e um cemitério, para pesquisas de loucura e morte, respectivamente. Agora a análise vai para a estrutura de um supermercado como mote metafórico para o entendimento da relação de mercantilização de seguimentos da sociedade capitalista. A escolha deste espaço surgiu da possibilidade de se estudar o comportamento do homem capitalista com base nas concepções de Karl Max e da teoria de liquidez nas relações sociais de Bauman. Assim acreditam aprofundar-se sobre o teatro do Real, da performatividade e da ruptura da ficção com a anexação de realidades, seja no espaço, na atuação ou na dramaturgia.

Tutor: Marcos Bulhões é diretor, professor e pesquisador de teatro e performance, estudando abordagens metodológicas de criação e aprendizagem da cena contemporânea. É professor do Centro de Artes Cênicas e da Pós-graduação em Teatro da ECA-USP e diretor artístico e membro do Desvio Coletivo, rede de criadores. Dentre seus trabalhos mais recentes estão: “Devorando Quixote” (2008), “Cegos” (2012) e “Pulsão” (2013).

Artistas pesquisadores: Eduardo Bruno (artista proponente), Dyhego Martins (ator performer), Lyvia Marianne (atriz performer), Gabriel Matos, Georgia Dielle, Marie Auip, Thales Jose Souza, Wellington Silva Saraiva

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Luz, Ator, Ação

RESUMO: O Objetivo deste projeto é investigar e experimentar, em cena, o conceito de “teatralidade cinematográfica”. Este conceito pode adquirir inúmeras faces, principalmente por se tratar de algo relacionado à duas linguagens, mas que pode interferir diretamente na cenografia, na iluminação, no trabalho dos atores, na dramaturgia entre outros.

Tutor: Gilberto Gawronski é ator e encenador, com grande experiência em teatro e em colaboração com outras artes. Dentre as diversas obras em que atuou ou dirigiu, destacam-se: “Na solidão nos campos de algodão” (1996), “A dama da noite” (1997), “Pop by Gawronski” (1999), “Meu destino é pecar” (2002), “Da gaivota – Tema para conto curto” (2006) e “Ato de comunhão” (2011)

Artistas pesquisadores: Ari Areia (artista proponente), Tavares Neto (ator/iluminador), Gabi Gomes (atriz/produtora)

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Jogo e Encenação: Teatro Máquina e o Material Fatzer de Brech

RESUMO: Este projeto prevê a investigação de novos modelos de representação no teatro através da exploração de jogos de cena e de formas alternativas de narração a partir do material FATZER de Brecht. Escrito entre 1926 e 1931 e nunca finalizado, os fragmentos se passam na I Guerra Mundial. Dentre os objetivos, o projeto visa também experimentar novas possibilidades narrativas para a cena, através do manejo da fábula e da máscara, emancipando os atores das noções convencionais de texto e personagem.

Tutor: Guillermo Cacace é ator e diretor argentino, professor de atuação no Instituto Nacional Universitário de Artes (IIUNA) e diretor artístico da Apacheta Sala/Estudio, em Buenos Aires. Em Fortaleza, foi professor no Curso de Teatro: Conexões contemporâneas, na Vila das Artes em 2012. Como diretor, destacam-se trabalhos como: “A mamá”, “Mateo”, “Médico loco” e “Clitemnestra”.

Artistas pesquisadores: Levy Mota (artista proponente), Ana Luiza Rios, Edivaldo Batista, Loreta Dialla, Marcio Medeiros, Diogo Costa, Frederico Teixeira,  Fran Teixeira, Aline Silva.

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Trilogia Hamlet: “Rosencrantz & Guildenstern Estão Mortos”

RESUMO: A etapa final de pesquisa da “Trilogia Hamlet” trata-se de abordagens diversas sobre o universo hamletiniano demarcado pelo coletivo Soul em três espetáculos ao longo de três momentos distintos: “Rãmlet Soul”, “Hamlet: Solo” e “rosencrantz & guildenstem estão mortos”. “Rosencrantz…” numa provocativa inversão do cânone shakespereano aponta para a discussão do “lugar” do teatro no universo cultural do Ocidente, debate a validade das vanguardas e sinaliza caminhos alternativos de enunciados cênicos.

Tutora: Grace Passô é atriz, diretora e dramaturga. Foi uma das fundadoras do Grupo Espanca! e, atualmente, integra diferentes trabalhos de criação e formação em teatro. Dentre eles, destacam-se as peças: “Por Elise” (2005), “Amores surdos” (2006), “Congresso internacional do medo” (2008), “Marcha para Zenturo” (2010), “O líquido tátil” (2012) e “Os bem-intencionados” (2012).

Artistas pesquisadores: Thiago Arrais Pereira (artista proponente), Fernando Antônio Fontenele Leão (diretor, ator e produtor), Ayrton Pessoa (diretor musical)

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Confira aqui um texto escrito por Sonia Sobral, gerente do Núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural, à propósito das relações entre mediação cultural e elaboração de projetos, com base em sua experiência no Rumos Teatro.