Força feminina no processo criativo é tema da próxima edição do “CRU”

Evento promovido pelos Laboratórios de Dança e Teatro do Porto reúne as artistas Ceronha Pontes, Andrea Jabor e Gilsamara Moura

 

O Porto Iracema das Artes, por meio dos Laboratórios de Dança e de Teatro, promove mais uma edição do “CRU – uma mesa para partilhar sabores e métodos de constituição”. A próxima ação, que tem como mote o tema do ano na escola – as “Poéticas do Feminino” – acontece na próxima quarta-feira (16), a partir das 17h, no pátio do Porto. O acesso é gratuito e aberto ao público.

Em um formato de mesa de conversa, esta edição traz a artista coreógrafa, bailarina e diretora Andrea Jabor, a artista de teatro Ceronha Pontes e a coreógrafa e pesquisadora Gilsamara Moura. A mediação ficará por conta do coreógrafo, diretor artístico e bailarino Alejandro Ahmed. No evento, a proposta é que as artistas dividam com o público um pouco de suas experiências e narrativas artísticas, proporcionando um momento para debater questões tidas como básicas na construção metodológica, mas que raramente são colocadas em falas formais.

Sobre as convidadas e o mediador

Andrea Jabor

Artista coreógrafa, bailarina e diretora.Tem Graduação em dança pela “School for New Dance Development” (Amsterdam/ Holanda); especialização pelo “Laban Centre”(Londres) e pós-graduação pela UniverCidade (Rio de Janeiro). Em 1999 fundou a companhia Arquitetura do Movimento junto com o artista Ricky Seabra, e juntos criaram mais de 10 espetáculos premiados e realizaram circulação Nacional e Internacional.​ Seu espetáculo solo mais recente “A Rainha e o Lugar” foi contemplado com o premio Klauss Vianna/2013.

Atua também como diretora de movimento e preparadora corporal, para o teatro, cinema e educação desde 2001. Trabalhou em peças premiadas e indicadas ao Premio Shell como Ensaio.Hamlet, Nada de Pânico e Quarttet. No cinema fez as coreografias e preparação de elenco para o filme A Suprema Felicidade de Arnaldo Jabor.

Também atua na área de Curadoria em Dança. Foi curadora por 2 vezes dos editais de dança da SECULT/ ES e do Premio Klauss Vianna de Dança. Realizou curadoria de Dança do Festival X Tudo Cultural Sesi (em 2011 e 2012) e do Festival Brasil em Caracas nos anos 90.

Ceronha Pontes

Formada em Filosofia e Teatro pelas Universidades Estadual e Federal do Ceará, tendo ainda cursado o Colégio de Direção Teatral, do Instituto Dragão do Mar, também naquele Estado. Estagiou no Centro de Pesquisas Teatrais, em São Paulo, com o Diretor Antunes Filho. Entre os seus trabalhos no teatro, Os Iks, de Peter Brook, com direção de Celso Nunes; Uma Branca sombra Pálida; Camille Claudel, de sua autoria e direção; Minha Irmã, de Marcos Barbosa, direção de Pedro Domingues.

Radicada em Pernambuco, integrante do Coletivo Angu de Teatro, onde participa, entre outras, da peça Essa Febre que Não Passa, de Luce Pereira, direção de André Brasileiro e Marcondes Lima, Prêmio APACEPE de Melhor Atriz/2012. Em 2017 dirigiu o espetáculo Machuca, da Trupe ensaia aqui e acolá, Recife-PE.

No cinema destacamos Lua Cambará, de Rosemberg Cariry e A Mulher Biônica, de Armando Praça (Melhor Atriz pelo CINE Ceará/2008), Elogio do Tremor, de André Valença, Big Jato, de Cláudio Assis e a comédia Lucicreide vai pra Marte de Rodrigo César, ainda inédita.

Gilsamara Moura

Graduada em Letras (Português-Francês-Grego) pela Unesp/Araraquara. Mestrado e Doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP. Foi bolsista da Fundação Vitae como coreógrafa residente no American Dance Festival (1998). Apresentou-se na Alemanha, Argentina, Colômbia, França, Equador, EUA, México, Peru, Uruguai, Venezuela, Paraguai e Costa Rica. Foi Presidente da FUNDART de 2001 a 2004. Idealizou, implantou e foi gerente da Escola Municipal de Dança “Iracema Nogueira” (de 2003 a 2008).

Coordenou o Projeto de Pesquisa “Human Connection Project/ Dança UFBA”, sob coordenação de Christine Greiner e Cecília Saito e Harvard University, sob supervisão do PhD Shigesima Kuruyama. Foi coordenadora artística da Escola de Dança da UFBA (2013 a 2017). Voluntária no Projeto SAMBALAGADOS, do Espaço Cultural Alagados (Salvador-BA). Dirige o Grupo Gestus, criado em 1990 em Araraquara-SP e hoje com núcleo também em Salvador. Coordena o Festival Internacional de Dança de Araraquara/SP e Festival Boi Estrela de Igatu/Chapada Diamantina/Bahia.

Alejandro Ahmed

Coreógrafo residente, diretor artístico e bailarino do Grupo Cena 11 Cia. de Dança. Seu trabalho como coreógrafo surgiu de forma autodidata, respondendo à necessidade que possuía de integrar a maneira como pensava o mundo e a dança que experimentava. Junto ao Cena 11, promoveu o desenvolvimento de uma técnica que objetiva produzir uma dança em função do corpo. Um corpo capaz de processar melhor as ideias contidas na movimentação. Esta técnica foi nomeada de ‘percepção física’ e é um dos pontos que estrutura o trabalho de Alejandro Ahmed. Seu olhar sempre esteve voltado para os limites do corpo e as possibilidades que este propõe para a transformação do corpo do outro, sendo este ‘outro’ um espectador e/ou um cúmplice da ação a que o corpo é submetido.

Serviço:

O quê: “Força feminina no processo criativo é tema da próxima edição do “CRU – uma para partilhar sabores e métodos de constituição”

Quando: 16 de maio, próxima quarta-feira, às 17h

Onde: Pátio do Porto Iracema das Artes (Rua Dragão do Mar, 160 – Praia de Iracema)

GRATUITO

 

Assessoria de Comunicação Porto Iracema das Artes l Manuela Sales

Publicado em 11/05/2018