Dois projetos do Laboratório de Música do Porto Iracema participam de concerto na UECE

Orquestra Popular do Nordeste na Mostra de Artes do Porto Iracema das Artes (MOPI) 2017. Foto: Alan Sousa

O Encontro de Música Instrumental celebra aniversário de cinco anos da Orquestra Popular do Nordeste e tem como mote a defesa da Universidade

Dois projetos do Laboratório de Música do Porto Iracema das Artes se encontram no Auditório Central da Universidade Estadual do Ceará (UECE), no Campus Itaperi, para um concerto. O Encontro de Música Instrumental terá participação da Orquestra Popular do Nordeste (OPN), que integrou o Lab Música em 2017, e a Orquestra Transversal, projeto selecionado na atual edição do Laboratório. Elas se apresentarão ao lado do Choro Grande Banda. Representando uma amostra das potencialidades despertadas pela Universidade em alguns de seus projetos de extensão e em criações de artistas formados no Curso de Música da UECE, o evento acontece nesta quarta-feira, 10, às 9h30min., com entrada gratuita e aberta à comunidade.

O mote do encontro é a celebração da música instrumental e a defesa do direito à Universidade pública, gratuita e de qualidade, que também é, no caso da UECE, palco do reencontro de muitos músicos, professores e estudantes de música da Cidade. A ocasião também comemora os cinco anos da Orquestra Popular do Nordeste, que nasceu dentro do Curso de Música da UECE e desenvolveu projeto no Laboratório de Música em 2017, com tutoria de André Mehmari.

Sobre a Orquestra Popular do Nordeste

A OPN é dirigida por Pedro Madeira, bacharel em composição pela UECE. A Orquestra Popular do Nordeste – OPN – surgiu no Curso de Música da Universidade Estadual do Ceará (UECE), em julho de 2014. Inspirada no conterrâneo Alberto Nepomuceno, a OPN desenvolve uma linguagem mestiça, que une a música erudita à música popular em um repertório de compositores nordestinos. Em 2017, iniciou o projeto Tremembé de pesquisa e difusão de compositores cearenses, durante o Laboratório de Música do Porto Iracema das Artes, tendo lançado nesse mesmo ano, um livro de partituras, o songbook de Tarcísio Sardinha, renomado mestre cearense. Fez concertos especiais com obras de conterrâneos, como Belchior e Ricardo Bezerra (show 40 anos de Maraponga no Cineteatro São Luiz). Já em 2018, foi agraciada com o prêmio Edital Culturas Populares – Edição Selma do Coco, fomentado pelo Ministério da Cultura.

Sobre a Orquestra Transversal

Orquestra Transversal nas Audições do Laboratório de Música 2019. Foto: Té Pinheiro.

Atualmente com doze componentes, o grupo contempla alunos de flauta transversal tanto do Bacharelado em flauta transversal quanto da Licenciatura em música da UECE sob a direção do professor Heriberto Porto. Além de flautas o grupo tem o auxílio luxuoso de violões e pandeiros. O grupo desenvolve o estudo, a execução e a divulgação de repertório camerístico barroco, clássico e de linhas contemporâneas, bem como a música brasileira, popular e erudita. Estimula e acolhe ainda a produção de compositores e arranjadores locais.. Com o espírito de colaboração participativa, o grupo incentiva as trocas de saberes entre alunos e orientadores, tornando o trabalho de transmissão e recriação musical uma atividade prazerosa, socializante, educativa e criadora. Atualmente a Orquestra Transversal é residente no Laboratório de Música do Porto Iracema das Artes, com tutoria da compositora, arranjadora e flautista Léa Freire.

Sobre a Choro Grande Banda

Choro Grande Banda foi fundada em março de 2014, inicialmente com o nome Grupo de Choro da UECE. Com existência dedicada à atividade artístico-cultural na comunidade acadêmica da Universidade Estadual do Ceará, atua com repertório e formação diversos. O grupo tem a orientação do Prof. Ms. Pablo Garcia. Atualmente o grupo desenvolve arranjos sobre a obra de K-ximbinho, importante compositor, arranjador e instrumentista responsável pelo movimento de mistura entre elementos do jazz e choro. O grupo também se dedica a estudar a formação instrumental das bandas de choro dirigidas por Pixinguinha, com arranjos produzidos para dois discos lançados pela gravadora Sinter na década de 1950: “O carnaval da Velha Guarda” e “Assim é que é”, que resultou no espetáculo “Carnaval D’aquele Tempo, dando origem em 2018 ao grupo Orquestra Típica, em parceira com a Orquestra popular do Nordeste, sob a coordenação de Pedro Madeira. Além do estudo de performance musical, repertório, o grupo pesquisa também a história, a origem e a evolução social de músicos e compositores no contexto da música brasileira popular do século XX, homenageando instrumentistas como Zé Menezes, Maurício Carrilho e Jacob do Bandolim, dentre outros.

Serviço

O quê: Encontro de Música Instrumental da UECE
Quando: Quarta-feira, 10 de julho, às 9h30min
Onde: Auditório Central da UECE (Avenida Doutor Silas Munguba, 1700 Campus do Itaperi)
GRATUITO

Assessoria de Comunicação do Porto Iracema das Artes | Lucas Casemiro
Publicado em 10/07/2019