Cineastas Marília Rocha e Clarissa Campolina discutem seus longas “A falta que me faz” e “Girimunho” na Mostra Fabulações no Real

 

Longas premiados integraram diversos festivais e mostras mundo afora. A programação ocorre na terça-feira, 20 de outubro e será transmitida ao vivo no Youtube e Facebook do Porto Iracema

As cineastas Marília Rocha e Clarissa Campolina são as próximas convidadas a debaterem seus filmes, “A falta que me faz” (2009) e “Girimunho” (2011), na quarta sessão da Mostra Fabulações no Real. Promovida pelo Cineclube Âncora, juntam-se a esse bate-papo a professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), Doutora em Comunicação e também cineasta, Karla Holanda e a curadora e mediadora da mostra, Kamilla Medeiros. A transmissão acontece na terça-feira, 20, a partir das 18 horas, no Facebook e no Canal do YouTube da Escola. 

Os filmes serão disponibilizados anteriormente através de uma inscrição via formulário, com confirmação via e-mail, que pode ser acessado em: https://cutt.ly/zgtME9X. A liberação para assistir as produções será no sábado, 17 de outubro.

Marília Rocha traz em sua trajetória, iniciada em 1999, grandes produções premiadas, sendo homenageada com retrospectivas em eventos na Suíça, na Espanha e no Rio de Janeiro. A realizadora audiovisual Clarissa Campolina também teve seu trabalho homenageado com uma retrospectiva, em Berlim (Alemanha), possuindo instalações, documentários, longas e curtas-metragens em sua carreira. A atuação das duas diretoras também congrega uma produtora fundada conjuntamente por elas em 2005, a Anavilhana.

“Girimunho”, uma obra do gênero ficção, recebeu um total de 8 prêmios e integrou 29 festivais e mostras, nacionais e internacionais, dentre eles Melhor Filme de Ficção no 4º Festival de Cinema Brasileiro de Hollywood (EUA) e 37º TIFF – Festival Internacional de Cinema de Toronto (Canadá). Já o documentário “A falta que me faz” soma 2 premiações e exibições em 28 festivais e mostras no brasil e mundo afora, como o Prêmio do Júri de Melhor Filme Latino-Americano no 5º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, e o 6º Kinoteatr.doc – Festival de Cinema Independente de Moscou (Rússia).

A mostra já realizou três edições de debates de filmes, sendo disponibilizados anteriormente, com início em 8 de setembro, discutindo o documentário “Partida” (2020), de Caco Ciocler. Em seguida, entrou em pauta “Lembro mais dos corvos” (2018), do cineasta Gustavo Vinagre. Na última edição, foi a vez dos curtas-metragens do diretor, produtor, montador e educador Lincoln Péricles, “Ruim é ter que trabalhar” (2015), “Aluguel: o filme” (2015) e “Filme de Domingo” (2020).

Retomada das atividades do Cineclube Âncora para o momento de pandemia de Covid-19, a Mostra Fabulações no Real segue até dezembro de 2020 com quatro encontros virtuais quinzenais que reúnem cineastas e pesquisadores. O objetivo é pesquisar sobre os limiares do cinema do real, a partir dos gêneros de ficção e documental, ou também na mistura de ambos.

Sobre os filmes

GIRIMUNHO

Still do filme “Girimunho” (2011).

Sinopse: Bastú perde o marido Feliciano e busca nos sinais do dia a dia e em suas lembranças sentimentos que irão ajudá-la nessa transformação. Maria carrega em seu tambor as tradições de seu povo. Duas senhoras no sertão mineiro fazendo o redemoinho da vida girar.

Trailer: https://vimeo.com/40149550

A FALTA QUE ME FAZ

Still do filme “A falta que me faz” (2009).

Sinopse: Durante um inverno, rodeadas pela Serra do Espinhaço, um grupo de meninas vive o fim da juventude. Um romantismo impossível deixa marcas em seus corpos e na paisagem a seu redor. Em meio a conversas, obrigações e prazeres cotidianos, cada uma delas encontra uma maneira particular de contornar a solidão e enfrentar as incertezas de um futuro próximo.

Trailer: https://vimeo.com/16920859

Sobre as convidadas

Clarissa Campolina

Nasceu e vive em Belo Horizonte, é sócia da produtora Anavilhana. Dirigiu documentários, instalações, curta e longas. Em 2015 o Programa de Residência Artística DAAD realizou uma retrospectiva de seu trabalho no Cinema Arsenal em Berlim (Alemanha). “Girimunho” (2011), seu primeiro longa-metragem, venceu o prêmio Interfilm, no festival de Veneza. “Enquanto Estamos Aqui” é seu segundo longa-metragem.

Marília Rocha

Realiza filmes desde 1999. Em 2002 fundou conjuntamente o grupo TEiA de criação audiovisual. Em 2005 cria a produtora  Anavilhana, juntamente com a realizadora Clarissa Campolina e a produtora Luana Melgaço. Realizou os filmes Aboio (2005, Melhor Filme Brasileiro no Festival É Tudo Verdade), A falta que me faz (2010, melhor filme Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo) e A cidade onde envelheço (2017, melhor filme e melhor direção Festival de Cinema Brasília e no Festival de Biarritz). O conjunto dos seus trabalhos foram homenageados com retrospectivas no Festival Visions du Réel na Suíça, Festival de Cine Internacional de Ourense na Espanha e Semana dos Realizadores no Rio de Janeiro.

Karla Holanda

Professora do Programa de Pós-graduação em Cinema e Audiovisual (PPGCine), da Universidade Federal Fluminense, é doutora em Comunicação. É organizadora do livro “Mulheres de cinema” (2019), coorganizadora de “Feminino e Plural: mulheres no cinema brasileiro” (2017), autora de “Documentário nordestino” (2008), dentre outras publicações. É também cineasta, tendo dirigido, dentre outros filmes, “Kátia” (2013).

Kamilla Medeiros

Pesquisadora de cinema, cineclubista e realizadora. É formada em Comunicação pela Universidade Federal do Ceará e em Audiovisual pelo curso básico do Porto Iracema das Artes. Dirigiu o curta-metragem “Capitais” de 2018, premiado com o Candango de Melhor Filme no II FestUni durante o 51º Festival de Brasília. Dedica-se aos estudos sobre documentário brasileiro e cinema de fabulação. Entre 2019 e 2020, pela Vila das Artes, organizou e mediou a mostra “Acasos, memórias & destinos no documentário brasileiro: um encontro entre Eduardo Coutinho e João Moreira Salles”, e as sessões sobre a obra de Eduardo Coutinho com as participações de Beth Formaggini, Consuelo Lins e Carlos Alberto Mattos.

Sobre a Escola

O Porto Iracema das Artes é a escola de formação e criação em artes do Governo do Estado do Ceará, ligada à Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, sob gestão do Instituto Dragão do Mar (IDM). Criada em 29 de agosto de 2013, há sete anos desenvolve processos formativos nas áreas de Música, Dança, Artes Visuais, Cinema e Teatro, com a oferta de Cursos Básicos e Técnicos, além de Laboratórios de Criação. Todas as ações oferecidas são gratuitas.

Serviço

O que: Cineastas Marília Rocha e Clarissa Campolina discutem suas produções “A falta que me faz” e “Girimunho” na próxima live da Mostra Fabulações no Real

Quando: terça-feira, 20 de outubro, a partir das 18h
Onde acessar: Canal do YouTube e Facebook do Porto Iracema das Artes

Equipe de Assessoria de Comunicação do Porto Iracema das Artes | Texto: Pedro Victor Lacerda (estagiária) | Supervisão e edição: Pâmela Soares

Publicado em 09/10/2020