Carlos Coreano: novos rumos pela arte

Aluno Carlos - por Angélica Maia (2)
Foto: Angélica Maia

Carlos José Silva de Sousa, mais conhecido como Carlos Coreano, sempre teve uma paixão por teatro e cinema, desde criança era o mais engraçado, o mais inibido entre os colegas, segundo ele, ali já tinha um resquício do que ele queria fazer no futuro: ser ator. Mas a vida o levou para outros rumos.

Em 2007, com 18 anos de idade, Carlos entrou para o Exército Brasileiro, e o seu sonho de fazer algo relacionado à arte acabou adormecendo um pouco, pois ele decide levar em frente a sua carreira militar. Depois de passar pelos testes e provas de aptidões físicas, ele foi ser militar do Exército, que também era um sonho desde criança, que para ele, esse sonho tinha a obrigação de virar realidade. E virou. Agora ele tinha uma rotina mais frenética: acordar cedo, fazer atividades pesadas, um cotidiano com mais disciplina e cheia de regras. Enquanto isso, o Carlos Ator ficava sempre presente, mesmo sendo militar, queria fazer teatro.

Uma pessoa, dois sonhos, duas carreiras. Um já tinha sido realizado, o de ser militar, o outro era de ser ator que era menos provável. Até que o destino resolveu mudar o rumo de Carlos. Assistindo a um programa de televisão, ele fica sabendo que tinha uns cursos de teatro numa escola de artes em Fortaleza, consequentemente, a Escola Porto Iracema das Artes. Logo cresce nele aquele interesse de vir conhecer a escola e saber quais os cursos que ele pode fazer, finalmente tem chegado a hora de experimentar na prática o que estava guardado dentro do seu coração.

Carlos tornou-se aluno da escola, fez o teste e passou para o curso que queria. Atualmente está em dois cursos: Ator e Câmera e a Conversa Infinita,que faz parte do projeto Criadores em Cena. No início, ele era meio tímido, mas logo depois pegou gosto pelo teatro, pelas atividades e hoje deseja vida longa à escola.

‘O meu desejo para o futuro é que a Escola Porto Iracema das Artes tenha uma vida longa, que os nosso filhos, nossos netos tenham a oportunidade de conhecer a escola, de usar a escola como esse meio de disseminação da arte, pois a escola tem uma imensa importância para nossa cidade, consequentemente para nosso país. Através da arte e educação traz ao cidadão criatividade, inovação e pensamento crítico, capacidades fundamentais para a construção de uma sociedade melhor”, afirma Carlos.

Depois de conhecer a escola e vivenciar de perto o seu desejo de fazer teatro, de ser ator, Carlos tomou uma importante decisão: nessa dúvida entre a carreira militar e artística, ele vai seguir seu coração e fazer o que sempre sonhou: se dedicar somente à arte. “Vou seguir o meu coração, sei que o mercado artístico tem lá os seus problemas como em todo outro mercado, mas vou fazer como fiz antes, queria ser militar e consegui, agora com a ajuda da escola vou me tornar um ator”, conta.

Ele tem várias influências e inspirações no teatro e no cinema, dentre eles Aderbal Freire (diretor de teatro), Marcos Nanini (ator), Glauber Rocha (cineasta) e Ruy Guerra (poeta e dramaturgo). Toma influência e mira um futuro espetaculoso que pode estar bem ali, nas salas do Porto Iracema das Artes e nos palcos de teatro.