Artistas e pesquisadores da Dança se reúnem para discutir formação no ambiente virtual

Este será o primeiro ato do “Poéticas de Coexistência – Dança”. Os encontros acontecerão nos próximos dias 22, 23 e 24 de setembro

Quais os movimentos gerados pelo cenário de isolamento social na formação em Dança? Quais as estratégias e potencialidades para o ensino desta linguagem no ambiente virtual? Essas e outras questões serão levantadas na próxima semana, ao longo do encontro “Poéticas de Coexistência – Dança”. Dividido em três dias, de 22 a 24 de setembro, o evento reunirá profissionais da linguagem, de diferentes partes do país e de fora do Brasil, para debater os desafios e possíveis desdobramentos para a formação virtual na área. As lives serão transmitidas pelo Youtube e Facebook do Porto Iracema das Artes, sempre às 15h.

A programação será aberta na próxima terça-feira (22), às 15h, com o tema “Co-laborações formativas – Estratégias para formação em Dança no contexto remoto”. O debate contará com a participação dos artistas e professores de Dança, Ernesto Gadelha (SECULT), Flávio Sampaio (Paracuru/CE) e Lúcia Matos (UFBA), com mediação de Emyle Daltro (UFC)

No dia seguinte, 23, o encontro vai ao ar também às 15h, com os artistas Esther Weitzman (RJ), Alejandro Ahmed (SC) e Carmen Luz (RJ), falando sobre o tema “Co-laborações criativas – Novas coletividades”. Quem media o bate-papo é Gerson Moreno (Itapipoca/CE).

O primeiro “ato”, como é chamado este momento, será finalizado na quinta-feira (24) com o debate “Co-laborações remotas – Dramaturgias da tela”. Mediado pela artista e pesquisadora, Ana Carolina Mundim (UFC), a conversa contará com participação de Dudude Herrman (MG), Alex Neoral (RJ) e Armando Menicacci (CA).

Promovido pelo Porto Iracema, o “Poéticas da Coexistência: questões para formação em artes e virtualidades” vem reunindo artistas e pesquisadores de diversas partes do país para debater a formação em artes no ambiente virtual a partir de suas vivências. As questões levantadas neste primeiro momento serão aprofundadas em um fórum de debates no Facebook para, posteriormente, contribuírem para a plataforma pública de formação virtual que está sendo construída pela Escola.

Já foram realizadas duas edições: o Poéticas de Coexistência – Artes Cênicas, em junho, e o Poéticas de Coexistência – Artes Visuais e Fotopoéticas, em julho deste ano. Confira AQUI a playlist completa com todos os debates transmitidos pelo nosso Youtube.

Programação

Poéticas da Coexistência – Dança – Ato 1

  • 22 de Setembro – 15h
    Co-laborações formativas – Estratégias para formação em Dança no contexto remoto

Com Ernesto Gadelha (SECULT), Flávio Sampaio (Paracuru/CE) e Lúcia Matos (UFBA)
Mediação de Emyle Daltro (UFC)

  • 23 de Setembro – 15h
    Co-laborações criativas – Novas coletividades

Com Esther Weitzman (RJ), Alejandro Ahmed (SC) e Carmen Luz (RJ)
Mediação de Gerson Moreno (Itapipoca/CE)

  • 24 de Setembro – 15h
    Co-laborações remotas – Dramaturgias da tela

Com Dudude Herrman (MG), Alex Neoral (RJ) e Armando Menicacci (CA)
Mediação de Ana Carolina Mundim (UFC)

Sobre os participantes

Emyle Daltro

Artista da dança, professora e pesquisadora, atua nos cursos de graduação em Dança da UFC desde 2013. Nascida em Cuiabá, MT, tem formação em Dança (Advanced e Teaching Certificate da Royal Academy of Dance), foi co-fundadora e bailarina do grupo Casa – Artes do Corpo (2009-2010), ganhando o Prêmio Funarte Klauss Vianna em 2009, com o trabalho Pena que cocar não tem. É doutora em Arte pela Universidade de Brasília (UnB), mestra em Estudos de Cultura Contemporânea pela UFMT, investigando a invenção de corpo, composição e aprendizagem em dança, em articulação com instalações no âmbito das artes visuais. Coordenou o projeto de extensão Grande Roda: africanidades, ancestralidades e interculturalidade em movimentos (2017-2018). Desde 2018, colabora com o grupo de pesquisa Sonoridades Múltiplas (ICA/UFC), coordenado por Consiglia Latorre, trabalhando improvisação em música e dança. Estreou, em 2019, o trabalho cênico Folharal que segue sendo apresentado. Atualmente coordena os estágios dos cursos de dança da UFC e o projeto de pesquisa e criação Areia: invenções interculturais em dança.

Ernesto Gadelha

Diplomado em Pedagogia da Dança pelo Instituto de Danças Cênicas de Colônia, graduado em Licenciatura em Dança pela Universidade Federal do Ceará, pós-graduado em Dança Contemporânea pela Folkwang Universität der Künste e mestrando em Educação pela FACED-UFC. Artista e professor com trajetória internacional, Ernesto Gadelha vem atuando ainda como curador, coordenador pedagógico e gestor em instituições de formação e difusão em dança.

Flávio Sampaio

Flávio Sampaio acumula 35 anos no ensino da dança. Estudou metodologia Vaganova com Nina Sperantskaya – Bailarina principal do Ballet Bolshoi e Andrey Smirnov – Professor da Escola Coreográfica de Moscou. Bailarino do Teatro Guaíra de Curitiba e do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Professor do Corpo de Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, do Curso de Dança da UniverCidade-RJ e de diversas companhias no Brasil, Polônia, Alemanha, Suíça, França, Portugal e Cabo Verde. Coordenador do Curso de Dança da Universidade Gama Filho, Diretor do Colégio de Dança do Ceará, Coordenador do Curso Técnico em Dança do Ceará. É o idealizador do “Projeto Dançar Paracuru”, que reúne a Escola de Dança de Paracuru, a Mostra Paracuru de Dança e a Paracuru Cia. de Dança. Autor dos livros: “Ballet Essencial” e “Balé Passo a Passo”, sobre o ensino da dança clássica e co-autor de "Ceará de Corpo e Alma e Lições de Dança.

Lúcia Matos

Lúcia Matos é professora Associado II da Escola de Dança da UFBA e docente permanente do PPGDança (Mestrado e Doutorado). Realizou o Pós-doutoramento na área de Estudos em Dança na Faculdade de Motricidade Humana – Universidade de Lisboa (2018-2019), com supervisão do prof. Dr. Daniel Tércio. Doutora em Artes Cênicas (UFBA, 2006, bolsista CAPES), Mestre em Educação (UFBA, 1998, bolsista CAPES) e Licenciada em Dança (UFBA). É líder do grupo PROCEDA -Políticas e Processos Corporeográficos e Educacionais em Dança (UFBA). Foi coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Dança – UFBA (2011- 2013 / 2013-2015). Coordenou o projeto de pesquisa "Mapeamento da dança: diagnóstico de oito capitais em cinco regiões do Brasil, com financiamento do Ministério da Cultura e participação de onze universidades brasileiras. Foi fundadora e editora da Revista Dança (UFBA). Foi membro do Colegiado Setorial de Dança da FUNARTE/ MINC (2010-2012). Foi Diretora de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia /SECULT (2007-fev.2009). Foi membro da Câmara e do Colegiado Setorial de Dança do Conselho Nacional de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (2004-2009/ 2010-2012), e foi relatora do Plano Nacional da Dança. Fez parte da diretoria do World Dance Alliance (2010- 2012) e da Dance and the Child international (daCI) (2000-2003). Foi membro do grupo gestor da Red Suramericana de Danza (2009-2012). Foi Coordenadora do Curso de Artes Cênicas da FSBA e coordenadora artística do Teatro ISBA. Ensinou dança em estúdios e escolas públicas do Estado da Bahia (escola para surdos e no curso profissionalizante de Dança). Tem como áreas de interesse: políticas educacionais e culturais para a dança; práticas inventivas nos processos educacionais em dança, corpo e diferença. Possui trabalhos publicados como livros ou capítulos de livros, no Brasil e no exterior, bem como publicou artigos em atas de congressos e em periódicos. É autora do livro “Dança e diferença: cartografia de múltiplos corpos” (EDUFBA, 2ª ed., 2014).

Alejandro Ahmed

Coreógrafo, diretor artístico, e performer do Grupo Cena 11 Cia. de Dança. Coreógrafo autodidata, junto ao Cena 11, promove o desenvolvimento de uma tecnologia de movimento que objetiva produzir uma dança em função do corpo e suas extensões. Um corpo que catalisa através do movimento suas relações com o meio no qual se encontra imerso. As investigações atuais estão situadas em novas definições para o conceito de coreografia. Termos como situação coreográfica, coreografia imaterial e dança generativa nomeiam os campos de interesse aos quais Alejandro Ahmed objetiva atualmente seus procedimentos junto ao Grupo Cena 11 e como performer. As suas novas proposições teórico-práticas estabelecem a tríade correlacional EMERGÊNCIA-COERÊNCIA-RITUAL como guia de suas ações. Com 17 obras estreadas entre 1994 e 2018, junto ao Grupo Cena 11 e colaborações com artistas como Lia Rodrigues (BR), Hooman Sharifi (NOR), Antônio Araújo (BR), Rodrigo Pederneiras (BR), Felipe Hirsch (BR), Inbal Pinto (ISR), Volmir Cordeiro (BR), Luís Garay (ARG), Michelle Moura ( BR), Maikon K (BR). Tem sido reconhecido pela singularidade nas suas propostas e criações em Dança. Com 4 prêmios APCA ( Associação paulista de Críticos de Arte ), um Prêmio Bravo, o Prêmio Sergio Motta de arte e Tecnologia, Itaú Transmídia e Itaú Rumos Dança. Destacam-se os trabalhos Violência, SkinnerBox, Carta de Amor ao Inimigo, Monotonia de aproximação e Fuga para sete corpos e Protocolo Elefante.

Carmen Luz 

Nasceu e mora na cidade do Rio de Janeiro. É coreógrafa, cineasta, artista visual e cênica, curadora, docente e pesquisadora independente em história da dança e cinema. Seu trabalho artístico e pesquisas tratam do corpo, mitologias e experiências de descendentes de africanos na diáspora negra, em especial, das memórias de mulheres negras das Américas e do movimento cotidiano de jovens periféricos. Foi diretora artística do Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro e do Centro Cultural José Bonifácio – Centro de Referência da Cultura Negra da Cidade do Rio de Janeiro. Integra, com frequência, comissões de seleção e júris de artes cênicas e cinema. É professora na Faculdade Angel Vianna e na Escola de Cinema Darcy Ribeiro. É criadora, coreógrafa e diretora artística da Cia.Étnica de Dança e Teatro e integrante da Orquestra de Pretxs Novxs.

Esther Weitzman

Esther Weitzman criou a sua Companhia de Dança em 1999, firmando-se como coreógrafa no cenário da dança brasileira com vários prêmios e indicações recebidas. Fundou, em 1992, O famoso Studio Casa de Pedra-Centro de Educação e Arte do Movimento, sede da sua Companhia.Suas últimas criações foram As Histórias que Inventamos sobre Nós/Dançar(não)é preciso- 2016/ Jogo de Damas -2013 e O Tempo do Meio(2012). A companhia tem recebido excelentes críticas especializadas e indicações de melhores espetáculos pelo jornal O Globo. Seu último espetáculo de 2019 foi indicado como um dos melhores do ano pelo jornal O Globo. Esse ano sua Companhia foi indicada na Categoria Especial pelo prêmio Cesgranrio de dança. Esther Weitzman é especialista em Arte e Filosofia(PUC/RJ,2006), formada em dança pela Escola Angel Vianna. Coreógrafa,professora ,bailarina e preparadora corporal; integra o corpo docente do Curso de Dança da Faculdade Angel Vianna(RJ). Leciona dança contemporânea na PUC dentro do departamento de Educação Física desde o ano 2000. Seu eixo de trabalho é a criação coreográfica,pedagogia da dança,formação de atores, bailarinos e coreógrafos.vos últimos vinte anos Weitzman tem sido convidada para ministrar oficinas práticas e teóricas de dança contemporânea e composição coreográfica nas diversas cidades e capitais brasileiras,assim como residências artísticas também. Foi coreógrafa das óperas encenadas no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, assinadas por Roberto Renault( Fidélio) e O Trovador(Bia Lessa). Acaba de ser convidada para coreografar a ópera Aída no Theatro Municipal de São Paulo(2020) com direção de Bia Lessa. Estreia adiada por conta do Covid-19.

Gerson Moreno

Gerson Moreno é artista de dança atuante há 30 anos no Ceará, multimídia, pesquisador em danças ancestrais de matrizes negras, ameríndias e periféricas, bem como suas implicações na contemporaneidade. Formado pelo Colégio de Dança do Ceará (Instituto Dragão do Mar de Arte e Cultura), pedagogo com especialização em Educação Biocêntrica e Mestre em Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Atualmente é coordenador pedagógico da Escola Livre Balé Baião em Itapipoca CE (UECE/SECULT) e curador/produtor do Festival de Dança do Litoral Oeste.

Alex Neoral

Alex Neoral iniciou seus estudos em dança em 1994. Fez parte de companhias cariocas como: Cia de Dança Deborah Colker, Cia Nós da Dança, Grupo Tápias e Cia Vacilou Dançou. Em 2000, fundou a FOCUS CIA DE DANÇA, e atualmente ela é uma das cias mais atuantes do Brasil, já tendo se apresentado em mais de 90 cidades nacionais assim como em países como Alemanha, Itália, Panamá, França, Portugal, Estados Unidos, Canadá, México, Costa Rica e Colômbia. Como professor de dança contemporânea, ministrou aulas em Washington DC, Canadá e na Itália, além de vários workshops pelo Brasil. Como coreógrafo convidado fez inúmeros trabalhos destacando a remontagem de "PATHWAYS" para o CityDance Ensemble de Washington DC, peças inéditas para Teatro Bolshoi no Brasil, Cia Nós da Dança e e para São Paulo Cia de Dança, além de musicais e peças teatrais. Atualmente é coreógrafo da comissão de frente da Unidos da Viradouro, somando 11 carnavais. Em 2016, sua cia foi agraciada com a Comenda Ordem do Mérito Cultural, o prêmio mais importante do Ministério da Cultura.

Ana Carolina Mundim

Artista, docente e pesquisadora. Curiosa e irrequieta. Amante do movimento, da natureza e dos encontros. Bacharel e Licenciada em Dança e Mestre em Artes pela UNICAMP. Doutora em Artes pela UNICAMP e pela Universitát Autónoma de Barcelona. Realizou estágio Pós Doutoral em Artes pela Universitát de Barcelona. Foi responsável pela implantação do Curso de Dança da Universidade Federal de Uberlândia e desde 2017 é docente dos cursos de Graduação em Dança da Universidade Federal do Ceará. Coordena o grupo de pesquisa Dramaturgia do Corpoespaço e organiza o projeto de extensão Temporal – encontros de improvisação e composição em tempo real. Integrou diversos espetáculos, sendo Matagal e Deep suas produções mais recentes. Desde 2016 tem colaborado com o grupo de pesquisa Data Science for the Digital Society (Universitát Ramon Llul / CERN), desenvolvendo uma pesquisa na interação entre Arte e Ciência.

Armando Menicacci

Armando Menicacci é professor do Departamento de Dança da Universidade do Québec em Montréal. Depois de ter feito estudos em Dança (Vaganova, contato improvisação, dança contemporânea), Armando concluiu mestrado em História da Música e Musicologia na Universidade de Roma e um doutorado sobre a relação entre a Dança e as tecnologias digitais na Universidade Paris 8. Dirigiu o Laboratório de pesquisa e criação Médiadanse, ensinou na Escola Média Arts em Chalon-sur-Saone, na Universidade de Bilgi em Istambul, na UFRJ, na UFC e na Vila das Artes, e, em 2018, foi tutor do projeto “Intergaláctico”, do Laboratório de Criação em Dança da escola Porto Iracema das Artes, em Fortaleza. Organizou diversos colóquios em paris, Rio de Janeiro, Salvador, Roma e Tunis. É conselheiro artístico do Festival O corpo excêntrico, em Roma. Publicou diversos artigos e livros traduzidos em várias línguas sobre música, dança e artes digitais.

Dudude Herrman

Foto: Lena Maia Herrman

Nasci em Muriaé (Zona da mata Mineira que agora poderia ser renomeada de zona do pasto, pois a mata já se foi há muito) que quer dizer em tupi guarani “morri aí” logo vim parar em Belo Horizonte, “montanhas com inspirações barrocas” deste lugar aprendi a olhar o mundo, estudei dança em um espaço especial nos anos 70 o TransForma Centro de Dança Contemporânea, desde então não parei mais. Atuo como bailarina, coreógrafa, professora, diretora de espetáculos, improvisadora, performer, escrevedora, desorganizadora de hábitos, aconteço em espaços sensíveis, e outros desdobramentos que a habilidade com o dançar proporciona. Vivo entre Belo Horizonte e Casa Branca no pé de uma montanha, trabalho lá e cá, ando pelo mundo, mantenho minha curiosidade ativa, porque gosto de saber do outro. No momento estou em casa olhando o mundo remotamente

Sobre a Escola

O Porto Iracema das Artes é a escola de formação e criação em artes do Governo do Estado do Ceará, ligada à Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, sob gestão do Instituto Dragão do Mar (IDM). Criada em 29 de agosto de 2013, há sete anos desenvolve processos formativos nas áreas de Música, Dança, Artes Visuais, Cinema e Teatro, com a oferta de Cursos Básicos e Técnicos, além de Laboratórios de Criação. Todas as ações oferecidas são gratuitas.

Serviço

O quê: “Artistas e pesquisadores da Dança se reúnem para discutir formação no ambiente virtual”
Quando: 22, 23 e 24 de setembro (terça, quarta e quinta-feira), sempre às 15h
Onde acessar: Canal do Youtube e Facebook da Escola Porto Iracema das Artes

Equipe de Assessoria de Comunicação Porto Iracema das Artes | Texto: Rafaela Leite (estagiária) | Supervisão e edição: Raphaelle Batista

Publicado em 16/09/2020