Exposição de alunos do Preamar de Artes Visuais 2018 segue até 9 de dezembro

Caroline Sousa – Eversão, 2018 (fotografia)

 

A mostra é resultado de pesquisas dos alunos do Programa Preamar de Artes Visuais, que acontece no segundo semestre e aprofunda a formação básica da primeira metade do ano

Segue em cartaz até o dia 9 de dezembro, na escola Porto Iracema das Artes, a exposição “Arrimo”, mostra coletiva dos alunos do Curso Básico de Artes Visuais que fizeram o Programa Preamar no segundo semestre. A mostra, aberta na sexta-feira (9 de novembro), apresenta 14 trabalhos envolvendo desenhos, pinturas, fotografias, instalações, intervenções, vídeos e outros meios visuais de acesso ao público a partir uma imagem poética e política em consonância com o tema “Poéticas do Feminino”, eixo norteador das formações deste ano na Escola. A exposição ficará no pátio do Porto, com acesso gratuito.

A palavra “Arrimo” significa amparo, proteção, tudo que se utiliza para dar apoio ou suporte a alguém ou alguma coisa. Dentro do PREAMAR, a palavra pode ser pensada como espaço de colaboração. A turma de alunos vem se encontrando há alguns meses para a elaboração deste trabalho coletivo em que um opina no processo do outro e cada um lida de forma diferente com a construção de sua obra, além de estarem juntos no exercício complexo da montagem da exposição. Cada peça dessa construção coletiva é fundamental para perceber a mostra como um todo. A expografia, criada pelas professoras em diálogo com a turma, leva o público por um possível trajeto formado por placas de madeira instaladas nas paredes do hall do café do Porto, passando por um corredor de madeira instalado no pátio, seguindo o percurso ainda há outras placas de madeira instaladas nas grades da escola até chegar numa instalação sonora, debaixo de uma árvore, que está localizada no espaço por onde o visitante se encaminha para fora, para a rua.

Com tutoria de Clara Capelo, Ingra Rabelo e Waléria Américo, “Arrimo” é resultado de pesquisas dos alunos e das alunas de Artes Visuais que passaram pela formação básica no primeiro semestre: Bárbara Moira, Beatriz Gurgel, Caroline Sousa, Daniel Neves, Danny Costa, Esterline dos Santos, Jessica Larissa, Juliana Braga, Kinberlly Pereira, Loba, Matheus Dias, Samanta Rosa, Vivianne Morais, Yuri Juatama.

Yuri Juatama – Mãe Gentil, 2018 (vídeo)

Formação

O percurso formativo do PREAMAR de Artes Visuais se deu de forma dinâmica com aulas das três professoras-artistas que estiveram juntas para dialogar sobre o projeto de cada aluno, configurando assim encontros de orientação. As aulas da turma envolveram indicação de referências, textos, artistas e envolvendo os alunos no processo de produção e montagem da mostra. A professora Clara Capelo apresentou trabalhos e artistas mais voltados para a fotografia. Já a professora Ingra Rabelo acompanhou o grupo trazendo diversas referências no campo das Artes Visuais. A última etapa foi conduzida pela professora Waléria Américo que discutiu curadoria, montagem e edição dos trabalhos.

Matheus Dias – REU, 2018 (fotografia/instalação)

Após o período de tutoria, os alunos se reuniram para finalizar questões faltantes sobre as obras e iniciar o fechamento do trabalho para a fase de produção e processo de montagem. Após a abertura da exposição, os alunos ainda vivem a experiência de ter um retorno do público sobre seus trabalhos e, ao final do processo, de desmontagem da exposição.

Programa PREAMAR
O programa tem como objetivo criar condições de intensas experiências estéticas, com vistas a aprofundar os estudos desenvolvidos no Programa de Formação Básica da Escola: Artes Cênicas, Artes Visuais e Audiovisual. A proposta é compor equipes de alunos que passaram pelo Porto para se engajarem em projetos de criação de vídeos de ficção e documentários, montagens de peças, ensaios, exposições e outras práticas, sob a tutoria de profissionais de carreira consolidada. Como o nome do programa sugere, a ideia é elevar ao nível máximo as possibilidades de formação, criando uma turbulência potente e criativa, assim como as marés cheias do mar aberto, a PREAMAR referida no título do programa.

Kinberlly Pereira – Desterro, 2018 (fotografia)

Conheça abaixo a lista de cada trabalho com o nome do artista/aluno, título, ano da obra e tipo:

Bárbara Moira – Tende piedade de nós ou Sobre como os homens gostam de nos ver, 2018 (instalação)
Beatriz Gurgel – Arte é tudo que me resta, 2018 (intervenção)
Caroline Sousa – Eversão, 2018 (fotografia)
Daniel Neves – Fluxos, 2018 (desenho/intervenção)
Danny Costa – Tia Djanny, 2018 (vídeo)
Esterline dos Santos – Agora você vai ver, 2018 (fotografia)
Jéssica Larissa – Tem dias que só o mar me basta, 2018 (fotografia/pintura)
Juliana Braga – A dor que nos atravessa, 2018 (desenho/instalação)
Kinberlly Pereira – Desterro, 2018 (fotografia)
Loba – Como você chegou aqui?, 2018 (desenho)
Matheus Dias – REU, 2018 (fotografia/instalação)
Samanta Rosa – Desacelera, 2018 (instalação)
Vivianne Morais – Reverberar, 2018 (desenho/instalação)
Yuri Juatama – Mãe Gentil, 2018 (vídeo)

Sobre as curadoras

Clara Capelo
Iniciou o curso de Fotografia Analógica da Casa Amarela (Universidade Federal do Ceará) e passou a se dedicar a fotografar espetáculos de teatro e música, além do cotidiano urbano e íntimo. Em 2010, a fim de experimentar os processos digitais da fotografia, se mudou para São Paulo onde teve a oportunidade de trabalhar como assistente fotográfica no Instituto Internacional de Fotografia, sendo convidada em 2011 pelo diretor do Instituto, Danilo Russo, a coordenar os cursos do IIF. No mesmo ano, ingressou no Curso Técnico de Processos Fotográficos no SENAC, mas foi a partir do curso “Luz Marginal Procura Corpo Vago”, do fotógrafo Gal Oppido, que pôde vislumbrar o que queria fotografar: o onírico. São inquietações a partir das possibilidades dos sonhos que movem os ensaios fotográficos que realiza desde 2014. Em 2015, já em Fortaleza, participou do 66º Salão de Abril, com o ensaio “La Mala Leche” e da XVIII Unifor Plástica, com o ensaio “Sustenida”. Em 2016, ingressou na Escola Pública de Audiovisual da Vila das Artes, no Curso de Realização em Audiovisual. Desde então desenvolve no audiovisual: realização, roteiro, fotografia e produção. Em 2018, participou da exposição Mulher Vírgula (Centro Cultural Dragão do Mar) com o ensaio “O que restava quando olhei pro abismo”. Ainda em 2018, passou a ministrar aulas de fotografia na escola Porto Iracema das Artes, no Percurso Formativo de Fotografia.

Waléria Américo
É artista visual. Suas experimentações artísticas põem em tensão questões que permeiam o corpo e o entorno, a arquitetura e a paisagem, abrindo novas perspectivas de orientação espaço-temporal que no entanto nunca se deixam fixar. Trabalha majoritariamente com registros fotográficos ou em vídeo, muitas vezes de performances que terminam por integrar instalações, também passando pelo objeto, desenho e experimentações sonoras. Realizou exposições individuais no Centro Cultural Banco do Nordeste, Fortaleza (2008); e na Galeria Laura Marsiaj, Rio de Janeiro (2012); além de ter participado da Jogja Biennale XIV: Indonesia meets Brasil – Jogja National Museum – Indonesia (2017); do Fuso – Festival de Video Arte no Maat, Lisboa (2016); 19o Festival de Arte Contemporânea Sesc Vídeo Brasil, São Paulo (2015); Frestas Trienal de Arte, São Paulo (2014); Panorama da Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna de São Paulo (2007); da Bolsa Pampulha, Belo Horizonte (2005 e 2006); e Rumos Visuais, Itaú Cultural, São Paulo (2005 e 2006). Recebeu o Prêmio Illy Sustain Art Brasil, SP Arte, São Paulo (2013) e Prêmio Residência Artística no Exterior do Itamaraty, Fundación ACE, Argentina (2014). É mestre em Arte Multimedia – Performance & Instalação pela Universidade de Lisboa e graduada em Artes Visuais pela Faculdade da Grande Fortaleza, com especialização em Audiovisual e Mídias Eletrônicas pela Universidade Federal do Ceará.

Ingra Rabelo
É artista visual e produtora formada pelo Instituto Federal do Ceará. Sua produção artística transita em experimentações com desenho, pintura, design, grafiti e animação. Pesquisa a desconstrução da estrutura do corpo sobre uma perspectiva mutante, afim de discutir relações de identidade, gênero e sexualidade, participando de exposições coletivas e laboratórios de criação desde 2013. Atualmente se concentra no projeto Maria Xinim, buscando refletir sobre o próprio corpo e relações com micro politicas de gênero. Em produção nas artes visuais inicia suas atividades no CCBNB – Fortaleza (2013), se envolvendo também em processos de mediação, montagem e catalogação de acervo. Em (2014) foi assistente de projetos e pesquisa do artista Eduardo Frota. Logo em seguida, assumi coordenação e produção do Salão das Ilusões, conduzindo projetos dentro de várias linguagens artísticas. Tem em seu percurso a participação nos projetos “Rasto” – Naiana Magalhães (2015); “Sem Açúcar” – Henrique Viudez (2015); “Sem Título” – Diego Maia, curadoria – Raisa Cristina (2015); Agosto Saliente (2016); Bloco Adocyca (2016/2018); Ossos – Fernando Catatau (2016); Memórias de um Futuro em Ruínas – Mariana Smith (2017); “Vestuário” – Themis Mémória (2017)”Salão de Abril Sequestrado” (2017); “Tropicana” – Samuel Siebra (2017); “Festa Pra dar Cartaz” – Coletiva (2017); Interlúnio – Vitor Colares (2018); Ocupe Salão com “Nu Deslocado” – Vitor Marin/ VEN, “Terrena” – Marlon Tamboril/RO, “Dromer on Skov” – Samy Sffogia/RS (2018). Idealizadora e coordenadora da residência artística Sala Vazia.

Serviço
O quê: Exposição de alunos do Preamar de Artes Visuais 2018 segue até 9 de novembro
Quando: até 9 de dezembro
Onde: Pátio do Porto Iracema das Artes (Rua Dragão do Mar, 160, Praia de Iracema)
Gratuito

 

Assessoria de Comunicação Porto Iracema das Artes | Eduardo Sousa

(Atualizado em 13/11/2018)